Dois suspeitos da morte de Julia Rosenberg em São Sebastião prestam depoimento à polícia
Imagens de câmeras de segurança devem ajudar na identificação do assassino da universitária


Vídeos de câmeras de segurança que mostram a universitária Julia Rosenberg fazendo uma caminhada na manhã em que ela desapareceu, são analisados pela Polícia Civil.
Em uma das imagens feitas no dia 5 de julho, ela estava entre as praias de Paúba e Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. O corpo foi encontrado no dia seguinte (6), em uma mata mais fechada, fora do caminho da trilha, próximo a um conjunto de antenas de celular. O corpo estava de bruços e enterrado com folhas e terra.

Inicialmente, a polícia suspeita do crime de latrocínio, que é roubo seguido de morte. O assassino levou o celular, a pochete e o tênis da vítima, que foi estrangulada. O rastreador do celular da universitária de 21 anos, aponta que o aparelho foi usado a poucos quilômetros de onde o crime ocorreu, no centro de Maresias. Os investigadores pediram a quebra do sigilo telefônico.
Uma outra hipótese da polícia para a morte da jovem, é que o homem que a estrangulou tenha tentado o estupro e houve reação. No local da trilha, os investigadores encontraram um cinto e um pano dentro da boca da vítima. Os objetos foram encaminhados para o Instituto de Criminalística, na tentativa de encontrar material genético que ajude a identificar o criminoso. Dois suspeitos prestaram depoimento à polícia e concordaram em fornecer material genético para perícia.
Um casal que caminhava na trilha e um jardineiro também foram ouvidos e disseram ter visto um homem com atitude suspeita na região. Eles não conseguem descrever traços do rosto do homem, mas citaram características como estatura e roupas. A vítima não apresentava outros sinais de violência, como ossos, dentes quebrados ou outros ferimentos graves.

Homenagem
Na manhã desta quarta-feira (8), teve um ato solene em tributo à Julia Rosenberg, na Praça do Surf, em São Sebastião. A homenagem também foi realizada de forma online, para unir mulheres do Litoral Norte e de São Paulo, e expressar a indignação contra o caso de feminicídio.
Após a reunião na areia, 30 surfistas mulheres realizaram um ‘Paddle Out’, uma tradição havaiana, onde surfistas remam para o mar carregando flores, o ato é para honrar a memória da pessoa que partiu.
Uma outra homenagem acontecerá no próximo sábado (11), às 9h, no mesmo local.
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