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Dólar cai com exterior, expectativa de fluxo e fator técnico

O dólar opera em baixa no mercado à vista nesta quarta-feira, influenciado pelo exterior após o aumento da inflação na China em maio, que dá impulso também a outras divisas emergentes e ligadas a commodities frente à moeda americana. Mas, houve ajuste de alta pontual, com investidores precificando o avanço de 0,83% do IPCA de maio, acima do teto do intervalo das projeções do mercado, que dá fôlego aos juros futuros de curto e médio prazos.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com alta de 0,83%, ante um avanço de 0,31% em abril, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, que previam uma alta entre 0,65% e 0,76%, com mediana positiva de 0,71%. A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 3,22%. Em 12 meses, o resultado foi de 8,06%, também acima das projeções dos analistas, que iam de 7,85% a 7,98%, com mediana de 7,92%.

O mercado de câmbio local opera ainda sob interesses técnicos na queda do dólar e notícias sobre novas captações corporativas no exterior. Operadores de câmbio afirmam que há grande volume de opção em aberto de dólar na casa dos R$ 4,80 a R$ 5,00 vencendo no final do mês. Por isso, é possível que grandes investidores voltem a tentar levar a moeda americana para abaixo de R$ 5,00.

Na terça-feira, o dólar à vista chegou a recuar à mínima, na casa dos R$ 5,02, mas fechou a R$ 5,0345, com viés de baixa, após confirmação sobre a prorrogação do auxílio emergencial por dois meses, que foi antecipada pelo Estadão/Broadcast. O custo será de cerca de R$ 18 bilhões, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em relação a emissões, a JBS confirmou captação de US$ 1 bilhão e a Azul pode emitir US$ 800 milhões, que devem ser lançados no mercado nesta quinta-feira de acordo com a Moody's. Conforme a agência, a Azul pretende emitir US$ 300 milhões de bonds de cinco anos e US$ 500 milhões em bonds de sete anos.

Às 9h35 desta quarta, o dólar à vista caía 0,16%, a R$ 5,0266. O dólar futuro para julho cedia 0,21%, a R$ 5,0375.

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