Crescimento do uso de maconha nos EUA associa-se ao aumento de doenças psiquiátricas entre jovens
À medida que a maconha se torna legal em grande parte dos Estados Unidos, o aumento do seu uso está trazendo à tona preocupações sérias sobre a saúde mental dos jovens. Psiquiatras de diversas regiões, do estado de Washington à Virgínia Ocidental, relatam um número crescente de pacientes apresentando sintomas de psicose, como delírios e […]

À medida que a maconha se torna legal em grande parte dos Estados Unidos, o aumento do seu uso está trazendo à tona preocupações sérias sobre a saúde mental dos jovens. Psiquiatras de diversas regiões, do estado de Washington à Virgínia Ocidental, relatam um número crescente de pacientes apresentando sintomas de psicose, como delírios e paranóia, frequentemente associados ao uso da droga.
Em hospitais comunitários e centros médicos, médicos observam um aumento alarmante de casos de vômitos graves induzidos pela maconha — uma condição que antes era rara, mas que agora se tornou comum. “Esses pacientes parecem tão doentes”, afirma um médico em Ohio, descrevendo-os como se estivessem “se contorcendo de dor”.
Com a legalização da maconha se acelerando, a indústria da cannabis, avaliada em 33 bilhões de dólares, está oferecendo produtos cada vez mais potentes, que se afastam significativamente da maconha de uma geração atrás. Embora a maioria dos consumidores utilize a substância sem problemas, o consumo de cannabis mais potente e frequente está levando um número crescente de usuários casuais a enfrentar sérias consequências de saúde.
Um estudo realizado por um epidemiologista da Universidade de Columbia, divulgado pelo The New York Times, revela que cerca de 18 milhões de indivíduos — quase um terço dos usuários com 18 anos ou mais — já relataram sintomas de transtorno por uso de cannabis. Desses, aproximadamente três milhões são considerados viciados. A situação é especialmente preocupante entre jovens de 18 a 25 anos, com mais de 4,5 milhões consumindo a droga diariamente ou quase diariamente, e 81% desses usuários atendendo aos critérios para o transtorno.
Wilson Compton, diretor-adjunto do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, ressalta: “Esse é um sinal de alerta muito claro”, enfatizando a gravidade da situação. Apesar de a maconha ser conhecida por aliviar náuseas, para alguns usuários, o efeito pode ser devastador.
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