Hamas aceita proposta de cessar-fogo em Gaza
Segundo imprensa, trégua inicial será de 60 dias

O Hamas anunciou nesta segunda-feira (18) que aceitou uma proposta de cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza, mediada pelo Egito e pelo Catar. O acordo prevê a libertação gradual de reféns israelenses em troca da soltura de prisioneiros palestinos, além da entrada de ajuda humanitária em grande escala e da retirada parcial das tropas israelenses do norte e leste do território.
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A decisão do grupo ocorre em meio à pressão internacional e ao agravamento da crise humanitária, que já deixou mais de 62 mil mortos em Gaza, segundo autoridades locais.
Israel ainda não se pronunciou oficialmente sobre a proposta. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem reiterado que só aceitará um acordo que inclua a libertação de todos os reféns e o desarmamento do Hamas, o que mantém em aberto a possibilidade de rejeição ou exigência de mudanças no texto. Segundo mediadores, o plano é uma versão revisada de propostas anteriores, que haviam sido aceitas por Israel, mas rejeitadas pelo grupo palestino.
O anúncio gerou expectativa entre familiares dos reféns e em organismos internacionais, que veem na trégua uma oportunidade para aliviar o sofrimento da população civil e abrir espaço para novas negociações políticas. Ainda assim, autoridades israelenses afirmam que o Hamas só recuou devido à pressão militar, sobretudo diante da iminência de uma ofensiva em Gaza City. O desfecho agora depende da resposta do governo israelense, que definirá se o cessar-fogo poderá, de fato, interromper temporariamente os combates após quase dois anos de guerra.
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