O milagre de Páscoa de Patrícia Isoldi

Páscoa na tradição cristã significa acima de tudo renascer. E é exatamente esse o significado deste domingo (20) para a técnica de enfermagem, Patrícia Isoldi, que acaba de superar um câncer de mama, em Taubaté. Para a família de Patrícia, hoje é dia de celebrar a páscoa do milagre da vida.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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Patrícia brinca com Mariana de seis meses, após câncer de mama

Arquivo pessoal/Patrícia Isoldi

Páscoa na tradição Cristã significa, acima de tudo, renascer. E é exatamente esse o significado deste domingo (20) para a técnica de enfermagem, Patrícia Isoldi, que acaba de superar um câncer de mama em Taubaté. Para a família de Patrícia, hoje é dia de celebrar a Páscoa do milagre da vida.

“Descobri que estava doente na véspera da Páscoa do ano passado, foi terrível. Primeiro me senti castigada e não entendia o que estava acontecendo. Tive medo de morrer e tudo o mais. Percebi logo depois que aquilo era uma lição de imenso valor da vida”, conta Patrícia, que há poucos dias soube que a cirurgia que fez para remover o câncer foi um sucesso e que estava curada.

“Mudei completamente minha forma de ver a vida. Hoje estou muito feliz por ter tido essa chance de começar de novo. Amo mais que nunca minha família, dou valor ao tempo e às pequenas coisas”.

Dias de dor
No início de abril de 2013, a família da técnica de enfermagem tinha perdido o sentido de celebrar a Páscoa. O marido, Ariovaldo Braz da Motta Paes, 50 anos, permaneceu ao lado de Patrícia durante todo o tratamento. “Fiquei muito abalado quando soube, mas guardei para mim. Tinha que dar forças a ela, ajudá-la a se tratar” diz.

O câncer de Patrícia foi descoberto ainda no começo. Seis meses depois da notícia, ela passou por uma cirurgia de remoção das mamas. A partir de então, uma nova luta começou. “Não conseguia erguer os braços. A minha amiga Elaine me dava banhos, meu marido, filhos, cunhadas e minha sogra, todos cuidavam de mim. Sem eles seria muito difícil. A cada dia redescobria o valor do tempo e das pequenas coisas. Renascia”, afirma.

Durante o processo, Patrícia conta que encontrou força também em instituições como o GAPC (Grupo de Apoio à Pessoa com Câncer) de Taubaté, onde foi orientada e ainda recebe suporte e cuidados especiais. “Sem o GAPC eu teria enlouquecido”.

Lições de vida
Elaine Cristina Santos, a melhor amiga de Patrícia,  conta que aprendeu muito com a vizinha. “Quando me contou, eu estava grávida. Fiquei abalada, mas aí vi nascer uma mulher guerreira, que iria virar o jogo. Aprendi a admirá-la, é um exemplo para mim”, diz Elaine, que é mãe da pequena Marina, de seis meses (na foto com Patrícia).

Já o marido, Paes, diz que aprendeu a ser menos egoísta. “Deixei de pensar só em mim e passei a dar valor às pessoas a minha volta. Tive medo da Patrícia morrer, desistir, mas quando vi a vontade que tinha de viver, vi o quanto era forte”, conclui.

Patrícia também tirou grandes lições da experiência que passou. “Aprendi muito. Sou grata especialmente por ter descoberto o quanto as pessoas ao meu redor são maravilhosas. Digo para quem se encontra na mesma situação que eu estava no ano passado que tenha fé em Deus, mesmo que não tenha religião. Muitas pessoas de outras religiões rezaram por mim, e agora estou aqui, viva e com saúde para presenciar essa Páscoa como se fosse a primeira da minha vida. O que importa é o amor que recebo e o apoio, é isso que me faz você seguir e conseguir superar”.

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