Pediatria do Hospital Municipal de São José deve ser transferida para novo Hospital de Retaguarda na sexta-feira
Com isso, os leitos para coronavírus no Hospital Municipal será ampliado
























Nesta sexta-feira (10), toda a ala de pediatria do Hospital Municipal de São José dos Campos começará a ser transferida para o novo Hospital de Retaguarda que foi inaugurado hoje, quarta-feira (8).
Segundo o secretário de Saúde, Danilo Stanzani, com a transferência da pediatria, os leitos para atendimento de pessoas com coronavírus no HM será ampliado.
“Sexta-feira a gente transfere o atendimento de pediatria e a enfermaria pediátrica pra cá. No inicio da próxima semana, transferimos a UTI pediátrica pra cá. […] a gente está trazendo a pediatria pra cá, a parte adulta de pronto atendimento ainda fica lá [no Hospital Municipal]. E assim a gente amplia a capacidade de leitos covid lá”, disse o secretário.
Com a entrega do Hospital de Retaguarda e a reconfiguração interna pela qual vem passando o Hospital Municipal, começa a quarta etapa do plano de contingência elaborado pela Prefeitura para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 na cidade. Serão abertas mais 46 vagas para atender os pacientes suspeitos e com diagnóstico confirmado da doença.
Com custo de R$ 12,9 milhões, obra foi entregue em 35 dias
A obra custou R$ 12,9 milhões dos quais R$ 4,5 milhões são recursos da própria prefeitura e o restante de empresas parceiras, como as construtoras Método e Brasil ao Cubo (responsáveis pela obra), Farma Conde, Spani Atacadista, Villarreal Supermercados e DM Card.
“Quando veio a pandemia a gente chegou a fazer orçamento pra contratar hospital de campanha, só que o custo é elevadíssimo. Chegamos a orçar pra 40 leitos cerca de R$ 3 milhões por três meses, sem equipe e sem equipamentos. Isso fez com que a gente repensasse e o prefeito teve a ideia de fazer uma estrutura física, sólida, rápida e que ficasse para a posteridade”, conta Stanzani.
O hospital foi entregue 10 dias antes do prazo com apenas 35 de obras. Michel Rodrigues, sócio diretor da Brasil Ao Cubo, explica como a construção pôde ser feita tão rápida. Ele diz ainda que a empresa estudou e atendeu todas as peculiaridades que a Anvisa pede para construções hospitalares.
“A gente pegou o que o prefeito nos deu, modularizou e foi o tempo de sair o contrato e começar a obra. É algo muito rápido, enquanto a gente faz a fundação, a fábrica já vai construindo os módulos que serão entregues. É uma linha de produção de construção civil. Então faz o chão, faz o tento, faz as paredes, monta e transporta praticamente pronto. Ele vem montado, aí você conecta um no outro e faz as emendas”, explica Michel.



