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Acidentes domésticos crescem durante férias escolares

Quedas de crianças lideram atendimentos ambulatoriais

Escrito por Meon

03 JAN 2024 - 16H26 (Atualizada em 03 JAN 2024 - 16H44)

Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) observou um aumento significativo de 84,5% nos atendimentos e internações de crianças com menos de 12 anos, devido a acidentes como afogamento, quedas, queimaduras e intoxicação acidental por exposição a substâncias nocivas.

Esses incidentes ocorreram em residências durante os meses de janeiro e julho de 2023, período que coincide com as férias escolares. Os números revelam um total de 969 casos neste ano, em comparação com os 525 registrados no mesmo período de 2022.

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Destaca-se que os meses de dezembro de 2022 e julho de 2023 apresentaram o maior número de atendimentos ambulatoriais e hospitalizações de crianças menores de 12 anos devido a acidentes domésticos, totalizando 403 e 508 casos, respectivamente. Essas estatísticas consideram atendimentos em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado de São Paulo, abrangendo unidades municipais, estaduais, federais, filantrópicas e privadas que mantêm convênio com o SUS.

O aumento desses incidentes durante os períodos de férias escolares destaca a necessidade de atenção redobrada por parte dos pais e responsáveis. A pediatra Silvana Grotteria, responsável pelo setor de emergência do Hospital Infantil Darcy Vargas, alerta para a distração causada pelo uso de telas, principalmente celulares, que pode resultar em acidentes durante um breve momento de desatenção.

Quanto aos tipos de acidentes, as quedas lideram de maneira expressiva, representando 4.1 mil dos 4.2 mil procedimentos clínicos e internações de crianças por acidentes domésticos até outubro deste ano. Em casos de traumas graves ou quedas de grandes alturas, a orientação da pediatra Silvana Grotteria é procurar imediatamente o pronto-socorro, especialmente se a criança apresentar sinais de alerta, como dores de cabeça, náuseas, vômitos ou alteração no nível de consciência.

Os afogamentos também aumentaram em 2023, triplicando durante os meses de férias ou calor intenso. Janeiro, julho e outubro foram os meses mais críticos, totalizando 64,2% das 14 hospitalizações registradas nos primeiros dez meses do ano. A pediatra enfatiza a importância de agir rapidamente diante de um afogamento, destacando medidas como retirar a criança da água, ligar para o serviço de emergência e, se consciente, mantê-la aquecida e deitada de lado até a chegada do socorro.

No caso das queimaduras, houve um aumento nas internações durante os meses de férias, com quatro casos registrados em janeiro e outros quatro em julho, representando os maiores números mensais deste ano. A pediatra explica que, em casos de queimaduras de 1º e 2º grau, a ação inicial deve ser afastar a criança da fonte de calor e resfriar a pele com água corrente. Produtos caseiros não são recomendados, e bolhas não devem ser rompidas.

Para prevenir acidentes domésticos, algumas orientações gerais incluem não deixar bebês e crianças sozinhos, instalar grades ou tela de proteção em áreas específicas, redobrar a atenção em locais molhados, utilizar equipamentos de proteção em brinquedos, evitar acessos a locais perigosos, manter crianças afastadas de substâncias inflamáveis, proteger tomadas e instalações elétricas, e utilizar protetor solar, evitando exposição ao sol entre 10h e 16h.

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