Sindicato faz homenagem a funcionário da Embraer que morreu de covid-19; Ele estava em lay-off desde março

A manifestação ainda pediu a quarentena geral dos funcionários, com licença remunerada

Escrito por: Da redação2 min de leitura
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Divulgação/Sindicato dos Metalurgicos
Divulgação/Sindicato dos Metalurgicos

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos realizou uma manifestação em frente a Embraer, nesta quarta-feira (8), para homenagear um funcionário que morreu de covid-19. O ato ainda defendeu a quarentena geral dos funcionários.

De acordo com o Sindicato, cerca de 40 pessoas se reuniram em frente à sede da Eugênio de Melo para realizar um tributo ao primeiro metalúrgico da categoria vítima do coronavírus. Ele trabalhava há 33 anos na empresa como inspetor de qualidade.

A manifestação ainda pediu a quarentena geral dos funcionários, com licença remunerada. O sindicato alega que essa é a única maneira de defender a vida dos trabalhadores.

“Desde o início da pandemia, o Sindicato tem defendido o isolamento social como única forma de preservar a vida da população. Por isso, exige a adoção da licença remunerada a todos os trabalhadores”, diz trecho da nota.

A Embraer informou que afastou todos os funcionários de grupo de risco desde março, quando a quarentena começou. O funcionário que morreu por covid-19 estava afastado desde o inicio da pandemia em lay-off.

Para monitorar a saúde dos colaboradores durante a crise do coronavírus, a Embraer desenvolveu um monitoramento da saúde de cada funcionário, independentemente se estão em trabalho remoto, férias coletivas ou atividade presencial. O relato diário ajuda a identificar sintomas compatíveis com os da covid-19.

Nesta terça-feira (7), o Sindicato realizou um ato contra a abertura do PDV (Programa de Demissão Voluntária) proposto pela empresa. Os manifestantes ainda exigiram a reestatização da Embraer, sob controle dos trabalhadores.

Por nota, a montadora brasileira diz que “o capital da Embraer é pulverizado, negociado nas bolsas de valores de São Paulo e em Nova York e não há qualquer planejamento para alterar essa condição”.

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