Carlinhos Almeida (PT) pode ter pedido de cassação aceito pelo vereador Shakespeare Carvalho (PRB)
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Repercute nas redes sociais a atitude do MBL, Movimento Brasil Livre de São José dos Campos, que na última sexta-feira (17) protocolou na Câmara Municipal o pedido de cassação do prefeito Carlinhos Almeida, (PT). O MBL fez uma ação completa em sua página no Facebook publicando fotos e vídeos do momento em que entregava o pedido de cassação ao presidente da Câmara.
Campanha do MBL em sua página no Facebook
Reprodução
Defensores do governo petista se apressaram em denominar a atitude do movimento de "Factóide Político" com objetivos eleitorais. O fato é que agora o MBL passou a responsabilidade para a Câmara e já inicia campanha de pressão sobre os vereadores para que seu pedido seja aceito e votado. Ainda não se sabe qual será a atitude do presidente da Câmara, Shakespeare Carvalho (PRB), que terá a decisão de acatar ou não o pedido. Procurada pela reportagem do Meon, a Câmara não se manifestou sobre o assunto.
Por meio de nota a prefeitura acusou o MBL de ser financiado por partidos políticos (veja abaixo). O coordenador do movimento, Thomaz Henrique Barbosa, demonstrou irritação com a afirmação e postou em sua página pessoal no Facebook um desabafo: "O que mais me chateia quando dizem que o MBL é ligado a partidos, não é a bobagem de que seríamos financiados. Quem conhece cada um dos voluntários tem certeza que não é verdade."
O pedido
O documento, assinado pelos coordenadores municipais junto ao advogado Lohan Fuly, aponta denúncia por infração político-administrativa pelo não pagamento ao IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal). De acordo com o movimento, o prefeito desobedeceu a lei 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores, especificadamente o Art 4º.
Para o coordenador do movimento, Sandro Mendes, a responsabilidade passa a ser dos vereadores: “O MBL cumpriu com coragem seu papel de fiscalizar e denunciar, agora cabe aos vereadores e ao presidente da casa dar seguimento ao processo, em respeito aos joseenses e servidores públicos”.
Thomaz Henrique Barbosa, coordenador do MBL e co-autor do pedido, comentou qual será a postura do movimento: “O Artigo 97 da lei orgânica prevê o afastamento, mas é preciso que a sociedade cobre o legislativo. O MBL lutará para que, na iminência das eleições, um tema como este não seja relegado ao segundo plano pelos vereadores. Vamos pressionar!”.
Outro lado
Por meio de nota a prefeitura informou que :
O pedido foi feito por um grupo financiado por partidos políticos, com vergonhoso propósito eleitoral. A suposta denúncia não tem o menor fundamento. O prefeito vai continuar seu trabalho normalmente. O Instituto conta hoje com um patrimônio sólido de R$ 2 bilhões. O déficit atuarial, criado no IPSM ao longo de administrações passadas, está sendo corrigido pela atual administração.
Boleto
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