Galinhas d’angola são aliadas para combater carrapatos em São José
Aves estão espalhadas pelo Parque da Cidade, na região do lago


Aves estão soltas e espalhadas pelo parque
Claudio Vieira/PMSJC
A Prefeitura de São José dos Campos anunciou uma medida inusitada e curiosa para o combate dos carrapatos no Parque da Cidade: galinhas d´angola agora estão soltas, espalhadas pelo parque.
No mês passado, a prefeitura anunciou uma operação especial de aplicação de carrapaticida por toda a extensão do parque. A medida foi tomada após uma mãe fazer um post no Facebook, que viralizou. Na postagem ela mostrou fotos dos filhos com várias picadas de carrapato pelo corpo, dias após visitar o parque, e pedia providências.
As picadas do carrapato estrela, que é a espécie que teria causado a infestação no Parque da Cidade, transmitem uma doença grave: a febre maculosa.
As aves estão na Casa da Ilha, nas proximidades do lago onde vivem mais de cem capivaras, principais hospedeiros e disseminadores de carrapatos no Parque da Cidade.
Segundo informações da prefeitura, o objetivo é proteger e oferecer conforto os frequentadores do parque.
As galinhas-d’angola são predadoras naturais e têm participação importante no controle biológico, auxiliando no equilíbrio ecológico uma vez que elas se alimentam dos insetos sem agredir o meio ambiente.
O trabalho de controle da praga está sendo realizado em conjunto pelas secretarias de Manutenção da Cidade, Urbanismo e Sustentabilidade e Educação e Cidadania.
Ajuda costumeira
Essa não é a primeira vez que as aves auxiliam em ações de combate a insetos e animais peçonhentos na cidade. Em abril deste ano, a Urbam (Urbanizadora Municipal) também anunciou a ajuda das galinhas em uma tentativa de combater os escorpiões no Cemitério Maria Peregrina, em Santana (norte).
A doença
A picada do carrapato estrela, espécie que é encontrada no Parque da Cidade, é perigosa porque pode causar a febre maculosa.
A doença é uma infecção causada pela bactéria Rickettsia rickettsii após a picada de um carrapato e tem tratamento. Mas deve ser iniciado o quanto antes, com antibióticos, para evitar complicações graves como inflamação do cérebro, paralisia, convulsões, insuficiência respiratória ou insuficiência renal, que podem levar à morte.
Na última quinta-feira (10), uma criança de 2 anos morreu, em Jacareí, com suspeita de febre maculosa.
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