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Operação 'Luz na Infância 2' cumpre mais de 570 mandados de busca e apreensão em todo o país 

Reprodução/Estadão

A operação 'Luz na Infância 2', considerada a maior operação integrada de combate à pornografia infantil já realizada no país, prendeu quatro homens na RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), na manhã desta quinta-feira (17).  As prisões foram feitas pela Polícia Civil em São José dos Campos, Litoral Norte e Jacareí. 

Os quatro teriam sido flagrados por armazenar e compartilhar imagens e site de pedofilia. A prisão foi feita em flagrante porque durante as buscas, os policiais identificaram imagens que configuram crimes de exploração sexual contra crianças ou adolescentes.

Segundo o delegado Marcos Rogério Pereira,  do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior da RMVale), cinquenta policiais militares participam da ação. Foram feitos dois flagrantes em São José, um em Jacareí e outro em Caraguatatuba.

Os quatro foram detidos por armazenar e compartilhar imagens e sites de pedofilia, por meio de aparelhos eletrônicos, que foram localizados e apreendidos. A pena prevista para quem armazena ou compartilha conteúdos pornográficos infantis varia de um até seis anos de prisão.

Ainda de acordo com o delegado, a ação será concluída ainda no fim da tarde desta quinta-feira e o resultado será divulgado pela Secretaria de Segurança Pública. Ele não informou o total de mandados de busca e apreensão cumpridos na região nem o número de pessoas envolvidas.

Operação Nacional

Em todo o país, foram emitidos 579 mandados de busca e apreensão  --cerca de 100 pessoas haviam sido presas até as 9h. A operação é realizada  por meio de parceria entre a Polícia Federal e as Polícias Civis em 24 estados e no Distrito Federal. Mais de 1 milhão de arquivos estão sendo analisados.

Os alvos da operação 'Luz na Infância 2' foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com base em indícios coletados em ambientes virtuais. As informações foram levantadas durante quatro meses de investigação e repassadas às polícias civis - em especial delegacias de proteção à criança e ao adolescente, e repressão a crimes informáticos - que instauraram inquéritos e solicitaram aos juízes locais a expedição dos mandados.