A desvalorização dos negros é um problema complexo e prevalente que tem raízes profundas na história do Brasil, a escravidão criou uma cultura de racismo que ainda é prevalente no país.
Mas como nós, cidadãos brasileiros deveríamos agir perante a esse fato? O primeiro passo é reconhecer que o racismo existe e afeta a vida de milhões de pessoas todos os dias. Com 56% população negra é maioria no Brasil e, apesar disso, são tratados como minoria e sentem de forma cotidiana o racismo estrutural enraizado na sociedade, o que é a matéria-prima perfeita para a reprodução e manutenção de desigualdades e violências.
O Movimento Negro no Brasil surgiu como uma luta pela igualdade racial durante o período da escravidão, em forma de resistência contra as violências e injustiças praticadas pelos senhores. Ao longo dos anos e séculos se fortaleceu e é responsável por diversas conquistas dessa comunidade, mas reflexo das políticas escravocratas ainda são visíveis na sociedade atual.
Felizmente, grupos como o Racionais MCs representam uma poderosa forma de resistência que transcendeu os limites da periferia, elevando-se como verdadeiros porta-vozes dos negros nas favelas. Com sua música e letras repletas de conhecimento, o grupo aborda questões desafiadoras, trazendo consigo uma mensagem de resistência, denúncia das injustiças sociais e conscientização sobre a realidade das comunidades marginalizadas. Eles demonstram que a expressão artística pode ser uma ferramenta eficaz para amplificar as vozes e as experiências dos negros da favela, provocando reflexões e transformações sociais necessárias. A relevância sociocultural do disco ‘’Sobrevivendo no inferno’’, produzido em 1997, tornou seu livro leitura obrigatória no vestibular da Unicamp, o mesmo enfatiza a importância da luta contra o racismo no Brasil, tanto por sua abordagem direta e conexão com a juventude, quanto pelo legado que o grupo deixa para outros artistas, ativistas e estudiosos sobre o assunto, o que mantém a relevância cultural e social sobre algo tão importante e necessário de ser combatido de frente.
Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.
Boleto
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.