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Envelhecimento no Brasil: Como melhorar a qualidade de vida dos idosos

Falta de ocupações e crenças sociais limitantes são um problema

Marcela (Arquivo pessoal)

Escrito por Marcela Antunes

14 OUT 2021 - 16H05 (Atualizada em 14 OUT 2021 - 16H21)

Reprodução: Internet idosos (Reprodução: Internet)

Em “Um Senhor Estagiário”, filme estadunidense, o protagonista começa a participar de um programa de estágio para a terceira idade após perder a motivação devido ao falecimento de sua esposa. No entanto, fora da trama, a realidade apresenta a falta de ocupações destinadas aos aposentados e crenças sociais limitantes ligadas ao grupo, problemáticas que não podem ser desconsideradas. Desse modo, é fundamental assegurar a criação de medidas que atendam às demandas dos idosos e que incentivem a mudança de percepção sobre o papel da faixa etária.

É importante destacar a característica excludente da nossa sociedade para com a população de idade avançada. Ela visualiza o idoso como inadequado, já que o mesmo não produz economicamente. Diante desse cenário, a baixa quantidade de vagas de emprego que contratam as pessoas mais velhas e a falta de empatia e sensibilidade para lidar com as dificuldades da comunidade em relação ao uso de novas tecnologias, é evidente uma dinâmica social inibitória e pouco acessível.

Além disso, a falta de execução das políticas públicas mostra outro panorama deficiente. Nesse sentido, embora exista um Estatuto do Idoso, que assegura os direitos fundamentais dos idosos, na prática, sua aplicação expõem falhas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2060 a expectativa de vida aumentará em 32,2%, resultando em 81 anos como idade média de vida populacional. Porém, verifica-se que a precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS), usado por aproximadamente 75% dos idosos brasileiros, não é capaz de providenciar saúde de qualidade dentro do tempo necessário, o que comprova a falta de investimentos destinados à esse serviço.

Portanto, é imprescindível que as autoridades adotem planos competentes para inclusão digital da terceira idade, por meio da disponibilização de espaços e profissionais que instruam sobre a utilidade da tecnologia no cotidiano e como utilizá-la, bem como softwares que certifiquem a proteção de dados e segurança do indivíduo. Além disso, é importante serem promovidos programas, pelo Ministério da Saúde, que capacitem especialistas aptos a realizar checagens regulares e tratamentos com o uso de equipamentos que fortaleçam a precisão dos resultados, o que irá otimizar as demandas do SUS. Assim, um envelhecimento agradável será garantido.

Com supervisão de Yeda Vasconcelos, jornalista do Meon Jovem.





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Marcela (Arquivo pessoal)
Marcela Antunes

Colégio Univap Centro - 1º Ano Técnico de Publicidade

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