Greenpeace divulga imagens inéditas de queimadas na Amazônia
Foram registrados 15.744 focos de incêndio na Amazônia em 2023

Novas imagens divulgadas nesta terça (8) pelo Greenpeace Brasil mostram que, apesar da queda significativa do desmatamento na Amazônia neste ano, a floresta ainda queima em ritmo alarmante.
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Foram registrados 15.744 focos de incêndio na Amazônia em 2023, um aumento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado. As queimadas se concentram principalmente nos estados do Mato Grosso.
Maranhão e Pará, onde o agropecuária mais avança no bioma. Fotos e vídeos inéditos das queimadas na Amazônia estão disponíveis na área de mídia do site do Greenpeace.
Segundo Rômulo Batista, porta-voz do Greenpeace Brasil, “essas novas imagens deixam claro que, além de monitorar e controlar o desmatamento na Amazônia, o governo também deve investir em medidas para prevenir incêndios florestais na região. Uma estação mais seca, combinada com um El Niño mais forte, está criando o cenário perfeito para o aumento das queimadas na Amazônia. Este é um momento crucial para o futuro do planeta – o poder público deve implementar um plano de ação integrado que reconheça os impactos da crise climática e foque não apenas em acabar com as queimadas, mas também em responsabilizar quem destrói a floresta.”
Muitos são os fatores que podem estar contribuindo para o aumento do número de queimadas na Amazônia. Além da influência do El Niño, o desmatamento disparou nos últimos anos. As queimadas de 2023 estão sendo identificadas em áreas já desmatadas no passado, como parte do processo de limpeza para novas pastagens e plantações.
Todos os anos, o Greenpeace Brasil monitora e documenta as queimadas e o desmatamento na Amazônia. A floresta tropical é vital na luta contra as crises do clima e da biodiversidade que se desenrolam no mundo. O Brasil deve sair de um modelo econômico baseado na destruição dos recursos naturais para um sistema que valorize a floresta em pé, os direitos e conhecimentos ancestrais dos povos indígenas e comunidades tradicionais e promova a justiça social.
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