INSS: PF faz buscas em sindicato ligado ao irmão de Lula

Agentes fazem buscas em sedes de associações em oito Estados

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Sem Desconto para investigar um esquema de descontos irregulares em benefícios do INSS. Foram cumpridos 66 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Distrito Federal.

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A ação tem como foco entidades e pessoas suspeitas de fraudar o sistema previdenciário por meio de cobranças não autorizadas sobre aposentadorias e pensões.

Entre os alvos está o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), que tem como vice-presidente Frei Chico, irmão do presidente Lula. A entidade é suspeita de participar do esquema por meio de práticas que dificultavam o rastreamento dos recursos movimentados. As investigações apontam que comissões milionárias foram pagas a dirigentes e pessoas próximas ao sindicato sempre que um desconto associativo era incluído no benefício de aposentados e pensionistas.

Entre os beneficiados estariam o marido da presidente do sindicato e o esposo da coordenadora jurídica da entidade. Além disso, relatórios de inteligência financeira indicam que o sindicato teria usado mecanismos para ocultar a origem e o destino dos valores, burlando mecanismos de controle.

Os crimes investigados incluem inserção de dados falsos em sistemas públicos, formação de organização criminosa e ocultação de patrimônio. Esta etapa da operação aprofunda apurações iniciadas anteriormente no escândalo conhecido como “Farra do INSS”, que revelou fraudes em larga escala e envolvimento de diversas instituições.

O caso tem repercussão política por envolver um familiar próximo do presidente, reacendendo discussões sobre transparência, fiscalização e a necessidade de reforçar mecanismos de controle em entidades que lidam com recursos de aposentados e pensionistas. A expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas, com possível apresentação de denúncias e responsabilização dos envolvidos.

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