Brasil

Moraes concede liberdade provisória a Valdemar Costa Neto

Presidente do PL (Partido Liberal) foi preso na quinta (8)

Escrito por Meon

10 FEV 2024 - 23H03 (Atualizada em 10 FEV 2024 - 23H44)

Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu a liberdade provisória para o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A decisão aconteceu neste sábado (10).

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Costa Neto foi preso na quinta-feira (8) após ser um dos alvos de busca e apreensão da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma tentativa de articulação de golpe de Estado no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O presidente do Partido Liberal (PL), Costa Neto, foi detido em flagrante pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de porte ilegal de arma e envolvimento em um caso de origem duvidosa de uma pepita de ouro encontrada em sua residência. A prisão se deu após investigadores descobrirem uma pepita de ouro de 39,18 gramas durante uma busca na casa do político. A avaliação preliminar estima o valor da pepita em cerca de R$ 11,7 mil.

Na sexta-feira (9), Moraes converteu em preventiva a prisão de Costa Neto e deu o prazo de 24 horas para a PGR se manifestar sobre o pedido de liberdade provisória realizado pela defesa do presidente do PL.

Moraes também decidiu manter as prisões preventivas de outros alvos da investigação da PF, foram eles: Rafael Martins de Oliveira, Marcelo Costa Câmara, que integram o Exército, e de Filipe Martins, ex-assessor especial de assuntos internacionais da presidência.

Operação Tempus Veritatis 

A prisão do presidente do PL aconteceu no contexto da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela PF com o propósito de investigar uma organização criminosa envolvida em tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. A operação resultou no cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão, quatro prisões preventivas e 48 medidas cautelares em diversos estados do país, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com as apurações desta fase da operação, o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação com o intuito de disseminar a narrativa de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, com o objetivo de justificar uma intervenção militar. Esse plano incluía a propagação de informações falsas sobre supostas vulnerabilidades no sistema eletrônico de votação.

Além disso, a organização planejava a abolição do Estado Democrático de Direito por meio de um golpe de Estado, contando com o apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais. A operação, batizada com o nome "Tempus Veritatis", que significa "hora da verdade" em latim, demonstra o compromisso das autoridades em desmantelar ações que ameacem a estabilidade democrática do país.

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