Operação Spare mira rede do PCC usada para lavar dinheiro

Investigação tem foco em motéis, postos e lojas

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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A Receita Federal, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil deflagraram, nesta quinta-feira (25), a Operação Spare, um desdobramento da “Operação Carbono Oculto”, com foco em desarticular um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Segundo as investigações, a facção criminosa utilizava o setor formal da economia para dar aparência legal a recursos ilícitos obtidos com o crime organizado. Entre os principais mecanismos de ocultação patrimonial estavam postos de combustíveis, motéis, lojas de franquias e empreendimentos imobiliários.

O alvo central da operação é Flávio Silvério Siqueira, conhecido como Flavinho, apontado como operador financeiro do grupo. Ele seria responsável pelo controle de uma rede de 200 postos de combustíveis, geridos por uma prestadora de serviços que centralizava as operações.

Além disso, a investigação identificou a utilização de mais de 60 motéis registrados em nome de “laranjas”, que movimentaram aproximadamente R$ 450 milhões entre 2020 e 2024. Outro ramo de atuação era o comércio varejista: 98 lojas de franquias foram usadas para circular cerca de R$ 1 bilhão no mesmo período.

Com os valores lavados, o grupo adquiriu diversos bens de luxo, entre eles:

– Um iate de 23 metros;

– Dois helicópteros;

– Um Lamborghini Urus;

– Terrenos de motéis avaliados em R$ 20 milhões;

– Imóveis de R$ 1,8 milhão e R$ 5 milhões.

A ação desta quinta-feira cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades paulistas, incluindo São Paulo (19), Santo André, Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco. Participaram da operação 64 servidores da Receita Federal e 28 integrantes do Ministério Público de São Paulo.

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