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Dólar sobe acompanhando exterior à espera de PMI dos EUA

O dólar opera em alta no mercado doméstico, após queda ontem. Os investidores ajustam posições cambiais, estimulados pelo fortalecimento, há pouco, do índice DXY, que compara o dólar ante seis divisas fortes no exterior, e também um viés de alta da divisa dos EUA ante peso mexicano e lira turca. O euro passou a cair ante o dólar após a divulgação dos últimos PMIs da Alemanha, que mostraram queda maior do que se esperava no setor industrial.

Após ceder ao menor nível em quatro meses mais cedo nesta manhã (89,650 pontos), o índice DXY se recupera e sobe frente as divisas rivais, com investidores à espera do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA, após os fortes resultados do indicador no Reino Unido durante a madrugada.

A agenda externa traz também pronunciamentos de vários dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que devem ficar no foco em meio a temores de aperto da política monetária com o salto recente na inflação dos EUA.

Há pouco, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a instituição precisa se concentrar em garantir condições de financiamento favoráveis e que está monitorando a recente alta nos juros de bônus soberanos "cuidadosamente". Lagarde, que falou em coletiva de imprensa que se seguiu a uma reunião do Eurogrupo, afirmou também que é muito cedo para discutir questões de médio e longo prazos.

No Brasil, a agenda é mais fraca hoje. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tem uma reunião, por videoconferência, no fim da manhã, com representantes da Moodys e do Tesouro Nacional, para abertura da Missão de Avaliação Soberana da agência de classificação de risco.

O encontro é fechado, mas podem vazar informações e os investidores tendem a ficar atentos em meio a cautela com o cenário fiscal, político e sanitário brasileiro. Além disso, no começo da tarde, o governo federal deve anunciar o relatório de receitas e despesas do segundo bimestre (14 horas).

A expectativa é de uma revisão das despesas obrigatórias para baixo em cerca de R$ 4 bilhões, conforme apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Às 9h30, o dólar à vista subia 0,34%, a R$ 5,2951. O dólar futuro para junho ganhava 0,23%, a R$ 5,2995.

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