Bulas Semanais: A coluna de Felipe Cury
Destaque para os “amigos butequeiros”

O PENSAMENTO
“As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem” – Lilian Tonet
O FATO
Adoro um boteco ou buteco (Boteco é o que manda o dicionário, Buteco é consagrado pelo povo). Pra mim o buuteco é um centro cultural, cívico, prazeroso, filosófico e uma fábrica de amizades iguais.
Os mais afrescalhados chamam-no “POINT”, ou PONTO DE ENCONTRO. No Vale do Paraíba o maior e melhor de todos é o do CORONEL. O versátil e empreendedor Benê deu continuidade ao seu extraordinário pai Zizo. Era uma porta só. Benê com seu espírito inquieto e grande visão de futuro foi transformando-o, sem parar.
O Vale do Paraíba é rico nessa preciosidade butequeira. Nossa querida vizinha Taubaté possui vários e bons: o Barril do Zé Bigode, o Bar do Pereba, o Chico Bunda, o Bar São Paulo (que tem à frente o Benê Lagoinha e a cozinha pilotada pelo Chef Aldo). Todos frequentados por Albertino. Beto Mineiro, importado de São João DOS REIS – é um deles -, Beto Carrapato, Bico Farso, Clóvis Yassuda (sempre alegre), e tantos outros, que fazem a festa.
Jacareí não fica atrás: Bar do Val, formidavelmente bem frequentado, Bar do Japa, onde o Eng. Nelson zela com extremado zelo (pleonasmo proposital), numa cozinha típica tão bem planejada e gulosa.
Paraibuna entrou em JACAREÍ pela competente e simpática CACHAÇARIA PARAIBUNA. Ailton comanda sob os acordes maviosos de um berrante histórico e com a simpatia e competência que todo dono de Buteco tem que ter.
Na encantadora e presépica (neologismo meu) cidade de Santa Branca, a CHOPERIA CHOPI faz as honras da casa. O fabuloso Maurício, coadjuvado por sua alegre e simpática esposa faz o seu hobby apaixonado: “tirar” o melhor chope do Brasil.
Agora, voltando a São José dos Campos, temos que nos encontrar no EMPÓRIO TÁVOLA ALLEGRA. O ambiente é florido e lindo da Renata, que faz-se de braba de araque. O ambiente é encantador e alegre e, agora, com uma cozinha finíssima.
A boa notícia é que está pintando outro em São José: O BAR DO CRIS. Cris, voltando de Portugal encontrou o tradicional BAR DO PEPE. Adquiriu-o e adequou-o ao seu jeitão. Cris, cria do Benê no Coronel são amigos até hoje. Não há ciumeira e se gostam, fraternalmente. O Cris é bom de cozinha, criativo no tira-gosto, asseado, cervejas geladas ao ponto e cachaças das mais variadas marcas. Numa das primeiras vezes que fui lá reclamei das cadeiras incômodas, quem gosta de beber e papear precisa de certo conforto. Ele as trocou e, em uma delas colocou meu nome – FELIPE CURY – uma piada humorística.
A BUTECOLÂNDIA em São José é tradicional. Só pra matar a saudade, citamos: Amarelinho, Carlitos, Querência Sobrado, Barril, Post Office, Disk Bebida etc. Ainda bem que o Disk Bebidas retornou agora em alto estilo e esplendoroso na competente direção de Ricardo Sampaio.
Enfim, meus bons “Amigos butequeiros”, somos solidários companheiros, pacíficos amantes da paz e da vida.
Até por lá. Breve, muito breve.
COLUNISTA
Felipe Antônio Cury, mineiro de Três Corações, reside há mais de 60 anos em São José dos Campos.
Formado em Ciências Jurídicas e Administrativas, pela Fundação Joseense de Ensino, foi Professor de Língua Portuguesa e Comunicação, na Escola Técnica “Olavo Bilac”.
Foi presidente da ACI – Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, por 8 anos, além de ocupar outros importantes cargos em diversas instituições do município.
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