“Um cônjuge basta”, afirma Vaticano em novo decreto
Segundo documento, fiéis devem buscar casamento com uma única pessoa para a vida toda

O Vaticano divulgou nesta terça-feira (25) um novo decreto — aprovado pelo Papa Leão XIV — reforçando que, para os fiéis católicos, “um cônjuge é suficiente” para toda a vida.
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O documento, intitulado Una caro. Elogio à monogamia, apresenta o casamento como uma “união exclusiva e pertencimento recíproco”, defendendo que a relação conjugal deve basear-se no consentimento livre, no respeito mútuo e na reciprocidade de dignidade entre os cônjuges.
Para o Vaticano, o casamento autêntico é composto por duas pessoas, e essa união — segundo o texto — exige uma intimidade tão profunda que não comporta múltiplos parceiros. O decreto critica práticas como poligamia, poliamor e adultério, e afirma que elas se fundamentam “na ilusão de que a intensidade da relação pode ser encontrada em uma sucessão de rostos”.
O texto, endereçado aos cerca de 1,4 bilhão de católicos no mundo, se volta especialmente contra a poligamia — ainda praticada em algumas regiões da África — e também menciona a crescente adoção de relacionamentos poliamorosos em sociedades ocidentais.
O decreto, porém, não aborda diretamente uniões entre pessoas do mesmo sexo nem discute o divórcio, uma vez que a Igreja Católica não o reconhece. Ressalta, contudo, que o matrimônio pode ser anulado em caso de irregularidades na sua celebração, e reafirma que ninguém deve se manter em relações abusivas.
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