PF aponta que Vorcaro pagava R$ 500 mil por mês para Ciro Nogueira

Entenda como funcionava o esquema

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a quinta fase da Operação Compliance Zero, ampliando as investigações sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o antigo Banco Master. Entre os alvos da ação está o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

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A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou medidas cautelares contra o parlamentar, incluindo a proibição de contato com testemunhas e demais investigados.

Ao todo, a PF cumpre dez mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

Segundo relatório da Polícia Federal enviado ao STF, Ciro Nogueira teria recebido vantagens indevidas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do antigo Banco Master. As investigações apontam que o senador teria apresentado uma emenda para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, supostamente elaborada com participação de integrantes da instituição financeira.

Os investigadores também apontam indícios de benefícios patrimoniais reiterados, como pagamentos mensais, aquisição societária com deságio expressivo, custeio de despesas pessoais, uso de bens de alto valor e possível recebimento de dinheiro em espécie.

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira repudiou a operação, afirmando que o senador não participou de atividades ilícitas e está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Deflagrada inicialmente em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero investiga fraudes relacionadas à emissão de títulos de crédito falsos por instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. A operação já resultou na prisão de Daniel Vorcaro, no bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas, além da apreensão de carros de luxo, obras de arte e relógios.

As investigações tiveram início em 2024, após solicitação do Ministério Público Federal, para apurar a suposta fabricação de carteiras de crédito sem lastro adequado, posteriormente comercializadas e substituídas por ativos sem avaliação técnica regular.

Em 2026, a operação também levou à prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, suspeito de receber R$ 140 milhões em propina para viabilizar operações ligadas ao Banco Master.

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