GM anuncia investimento de R$ 6,5 bi; sindicato cobra recurso para São José
A General Motors vai investir R$ 6,5 bilhões em novos produtos, tecnologias e manutenção das instalações da montadora no Brasil nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (14) pela CEO Mary Teresa Barra, após reunião com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. O destino dos recursos não foi divulgado.


Empresa quer nova fábrica e geração de 2.500 novos empregos
Divulgação
A General Motors vai investir R$ 6,5 bilhões em novos produtos, tecnologias e manutenção das instalações da montadora no Brasil nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (14) pela CEO Mary Teresa Barra, após reunião com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. O destino dos recursos não foi divulgado.
Diante do anúncio, o Sindicato dos Metalúrgicos quer agendar uma reunião com os representantes da GM para cobrar da empresa um acordo firmado em julho de 2013 que garantia a São José dos Campos R$ 2,5 milhões em investimentos para a produção de um novo modelo de veículo até 2017 com geração de 2.500 empregos.
“Há um ano assinamos o acordo e, com o anúncio de hoje, é o momento de se reunir e pressioná-la a investir na cidade”, diz Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região. Segundo o sindicato, a data para a discussão deve ser anunciada nos próximos dias.
A GM do Brasil informou ao Meon que, apesar do anúncio, ainda não há planejamento de como o valor será distribuído.
Lay-off
Na sexta-feira (8), a direção da empresa e o sindicato se reuniram para discutir a implantação do lay-off -suspensão temporária dos contratos de trabalho- que terminou sem acordo. Segundo a empresa, o sindicato seria notificado com a proposta oficial até o final desta semana.
O sindicato ainda não foi notificado, mas afirma que a suspensão dos contratos não entra na discussão. “Nós queremos uma nova fábrica na cidade e a geração de novos empregos. O lay-off trata-se de uma outra questão”, explica Macapá.
Questionada sobre a possibilidade de não suspender os contratos, a GM não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.
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