Por Elizânio Silva Em RMVale

Metalúrgicos fazem vigília para evitar retirada de equipamentos da Delbras

Movimento não tem prazo para terminar, afirma sindicato

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Trabalhadores montaram acampamento em frente a fábrica

José Dantas Sobrinho/SindMetal

Trabalhadores da Delbras vão continuar acampados em frente à fábrica, localizada no bairro Chácaras Reunidas, zona sul de São José. O objetivo da manifestação é impedir que máquinas e equipamentos sejam retirados da indústria.

De acordo com José Dantas Sobrinho, diretor do Sindicato do Metalúrgicos, a empresa está em recuperação judicial desde 2014 e não vem honrado os custos trabalhistas. De dezembro de 2015 até a semana passada, cerca de 60 funcionários já foram demitidos. O medo é que a empresa venda esses equipamentos para pagar suas dívidas e deixe de pagar os trabalhadores.

"A empresa não paga o FGTS dos funcionários desde 2009 e, do ano passado para cá, ela começou a demitir. Hoje somente funcionários estáveis, como cipeiros e lesionados, estão trabalhando na fábrica. Nosso movimento não tem dia para acabar, vamos ficar acampados", afirmou o dirigente sindical.

Histórico

Na manhã de ontem, os trabalhadores protestaram contra os atrasos nos pagamentos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O protesto foi realizado por volta das 6h40 em frente à residência de um dos proprietários da empresa, na região oeste de São José dos Campos.

Na última quinta-feira (14), cerca de 20 trabalhadores foram demitidos e a empresa, que está em recuperação judicial, parou a produção. Outros 30 foram dispensados entre dezembro e abril.

A fábrica produz peças de telecomunicações, caldeiraria para tubulação de petróleo e usinagem.

Outro lado

Por meio de nota, a empresa afirmou que em virtude da situação econômica brasileira a Delbras precisou encerrar sua atividade industrial. Todos os esforços da companhia para reduzir os custos não foram suficientes para manter a operação.

O comunicado lamenta ainda o impacto desta decisão na vida dos colaboradores e afirma já ter efetuado o pagamento de todas as verbas rescisórias, além de estar aberta a um acordo sobre o saldo do FGTS, que encontra-se parcelado junto à Caixa Econômica Federal. A empresa encerra a nota agradecendo o empenho de todos os seus colaboradores.

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Por Elizânio Silva, em RMVale

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