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Prefeito Antônio Colucci faz balanço dos 100 dias de governo em Ilhabela

O chefe do Executivo ilhabelense fez diversas críticas à gestão anterior e ao Governo do Estado

Escrito por Gabriel Campoy e Samuel Strazzer

14 ABR 2021 - 22H45 (Atualizada em 15 ABR 2021 - 08H29)

Samuel Strazzer / Meon Prefeito de Ilhabela Antonio Colucci Coletiva 100 dias 01 (Samuel Strazzer / Meon)

O prefeito de Ilhabela, Antônio Colucci (PL), fez um balanço sobre os primeiros 100 dias de governo nesta quarta-feira (14). O chefe do Executivo ilhabelense fez diversas críticas à gestão anterior e ao Governo do Estado. Confira alguns tópicos.


Saúde

O prefeito reafirmou que a crise enfrentada por conta da Covid-19 é um desafio diário. Colucci elencou diversas mudanças estruturais como pontapé inicial de sua gestão.

“Foi feito o desmonte e remonte do serviço com qualidade que a gente fez economizando, tirando placa, tirando tenda, tirando hospital de campanha, tirando gripário, montando em lugares perto do hospital – a maioria deles já em prédios da prefeitura, sem gastos extras [...] - economizando recursos e começamos a fazer um trabalho diferenciado”, disse Colucci.

Sobre o hospital de campanha, o prefeito reforçou que, em sua visão, a gestão passada idealizou a construção “de forma desorganizada”.

“Existia a ideia da construção de um hospital de campanha por parte da gestão anterior. Quando assumimos, nem 50% estava pronto. Parecia um circo, cheio de tendas e barracas, montado em um estacionamento. Uma obra que custaria R$ 850 mil. Não tive dúvidas nenhuma quando mandei parar. Logo no dia 4 de janeiro já dei a primeira ordem de desmonte”, disse Colucci.

Samuel Strazzer / Meon
Samuel Strazzer / Meon

Além dessas reformas estruturais, logo no começo de sua gestão, o prefeito instalou outros procedimentos importantes para o combate a pandemia como: controle de acesso na balsa (onde, em alguns feriados e nos finais de semana, o turista só poderia entrar na ilha apresentando o teste negativo para Covid-19); o acompanhamento precoce de infectados; o aumento de frota no transporte público e a antecipação na compra de insumos para a saúde – que incluiu o aumento da produção de oxigênio no arquipélago.

Em Ilhabela, o “tratamento precoce” inclui, além de permitir a prescrição e fornecer medicamentos como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, o acompanhamento do paciente assim que ele testa positivo. Três equipes foram montadas para se dedicar neste serviço que prevê, por exemplo, a aferição frequente da taxa de oxigênio no sangue através de oxímetros.

Segundo o prefeito, essas ações resultaram na diminuição drástica da taxa de contágio da Covid-19 no arquipélago. De acordo com dados da prefeitura, em janeiro houve o registro de 1.255 novos casos da doença, em fevereiro foram 430 e no mês de março houve 398 novas contaminações.

Atualmente a cidade tem 5.816 casos positivos e 32 óbitos por Covid-19. No Hospital Governador Mario Covas Júnior, a ocupação nos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para a Covid-19 é de 33% e na enfermaria é de 31%.

Com dados positivos em relação ao avanço da pandemia e controle na ocupação dos hospitais, Colucci criticou o Plano São Paulo por não permitir a flexibilização municipal das atividades econômicas. O prefeito fez críticas duras a postura do Governo Estadual em relação ao enfrentamento a pandemia e afirmou ter dificuldade para dialogar sobre possíveis flexibilizações.

“Nós podemos flexibilizar a nossa economia porque a gente está preparado, nossos números são números de um estado verde – no mês de março era amarelo, nesse mês já é verde [...] O problema do Estado é tratar os diferentes como iguais”, disse Colucci.


Transporte

Uma das ações que Toninho Colucci destacou como uma das principais nesses primeiros 100 dias, que tem relação direta com o controle da pandemia na cidade, é o aumento na frota do transporte público com o objetivo de garantir o distanciamento social nos ônibus.

“O transporte, no momento de ida e volta ao trabalho, é a ocasião mais perigosa para a transmissão do vírus. Fizemos o que deveria ser feito. Fomos questionados por vereadores, pela imprensa, mas não tem problema. Transporte público é uma responsabilidade do estado, seja ele município, governo estadual ou federação”, disse o prefeito.

Em relação à verba gastada para a ampliação de frotas, que consequentemente exigiu maior abertura dos cofres públicas, Colucci disse que o fator é uma “obviedade”, mas que, no momento, se fez necessária para controlar um fato muito maior: a pandemia.

“Lógico que investimos dinheiro. Se a quantidade veículos na rua é dobrada para que o transporte dos passageiros aconteça somente de forma sentada, obviamente a prefeitura irá gastar mais. Entretanto, os números estão aí. Porque nas cidades ao lado, da região e de outros estados os números são diferentes dos nossos? Porque não fizeram o correto. Não investiram no que realmente ia melhorar”, concluiu.


Suporte financeiro

Já nas ações direcionadas ao suporte à crise econômica gerada pela pandemia, Colucci relembrou que o Banco do Povo está com linhas de crédito disponíveis e que um projeto de lei para a prorrogação de pagamentos de tributos municipais deve ser votada em breve.

Além disso, destacou que a Prefeitura de Ilhabela deve começar a pagar ainda em abril o auxílio emergencial por três meses (R$ 500 por mês).

“Aguardamos somente a liberação da Caixa Econômica Federal. Serão pagos os auxílios para quase 3 mil famílias que estão cadastradas no Bolsa Família ou CadÚnico do Governo Federal. Será um aporte financeiro importante aos cidadãos de Ilhabela. Além disso, vamos adquirir 40 mil cestas básicas para distribuir para a população mais vulnerável”, explicou.


Educação

Colucci afirmou que sua prioridade ao retornar à prefeitura de Ilhabela foi reestabelecer as aulas presenciais da cidade.

Em suas palavras, o prefeito disse que o município teve um “apagão na educação”, ficando cerca de 300 dias sem atividades presenciais nas escolas.

“Em agosto de 2020 o Governo do Estado de São Paulo sinalizou com a possibilidade de retorno às aulas. O Estado, inclusive, voltou as atividades escolares de acordo com suas responsabilidades e liberou os municípios a fazerem o mesmo. Contudo, Ilhabela foi uma das poucas cidades que não voltaram. Isso é um prejuízo enorme para nossas crianças”, afirmou o chefe do executivo.

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