São José dos Campos recebe 89 ônibus elétricos até dezembro, mas frota completa fica para junho de 2027

Prefeitura prevê 24 articulados em novembro e 65 em dezembro; prazo inicial para os 400 ônibus era setembro de 2026 e contratos das concessionárias foram prorrogados de novo

Escrito por: Sabine Baumann2 min de leitura
Foto: Divulgação
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A troca completa da frota de ônibus de São José dos Campos por veículos elétricos só deve terminar em junho de 2027, nove meses depois do previsto. Até o fim de 2026, a cidade deve receber 89 novos ônibus elétricos, segundo a Prefeitura.

A previsão é que 24 ônibus articulados cheguem até o fim de novembro e outros 65 em dezembro. Hoje, 20 veículos elétricos do contrato já circulam pela cidade. Os demais serão entregues em lotes mensais ao longo do primeiro semestre de 2027, até completar os 400 ônibus do projeto.

Prazos já foram adiados

O cronograma inicial previa a frota completa em setembro de 2026. Antes disso, a meta era ter 80 ônibus rodando até janeiro deste ano, mas só um quarto foi entregue no prazo. O restante foi remarcado para março, prazo que também não foi cumprido.

Com o novo calendário, os contratos das concessionárias que operam o transporte coletivo foram prorrogados mais uma vez, agora até 21 de outubro de 2027. A prorrogação foi publicada no fim de outubro no Diário Oficial do Município. Os contratos da Joseense e da Expresso Maringá, de 2008, já tiveram seis prorrogações. O da Saens Peña, de 2010, teve cinco.

Nove estações de recarga

Para receber a nova frota, a cidade terá nove estações de recarga, com 156 pontos no total. A primeira delas, a Estação Sul, foi entregue em agosto e tem 34 pontos de recarga, com 17 carregadores de dois conectores cada.

Os ônibus são alugados pela Urbam da empresa Green Energy, que fica responsável pela compra, pelos seguros e pela manutenção preventiva. A Urbam repassa os veículos às concessionárias.

Financiamento do BNDES

O projeto tem investimento total de R$ 1,139 bilhão. Na semana passada, o BNDES aprovou financiamento de R$ 879,4 milhões para a compra dos 400 ônibus, com recursos do FGTS pelo programa Refrota, do Novo PAC. Segundo estimativa do banco, a substituição de toda a frota deve evitar a emissão de cerca de 31 mil toneladas de CO2 por ano.

Com informações de OVALE e do Diário do Transporte.

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