Diretor da GM afirma que terá que realizar ajustes na mão de obra, caso sindicato não aceite lay-off em S. José

O diretor do complexo industrial da GM (General Motors) em São José dos Campos, Alaor Araújo, se manifestou publicamente nesta quinta-feira (14) sobre a implantação do lay-off -suspensão temporária dos contratos de trabalho.

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Diretor envia comunicado

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O diretor do complexo industrial da GM (General Motors) em São José dos Campos, Alaor Araújo, se manifestou publicamente nesta quinta-feira (14) sobre a implantação do lay-off -suspensão temporária dos contratos de trabalho.

No comunicado, que também foi enviado aos funcionários da montadora, Araújo cita que o mercado automotivo enfrenta desequilíbrio e afirma que o retorno ao trabalho dos funcionários que aderirem ao lay-off será garantido por período a ser definido com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

“Caso as propostas sejam aprovadas pelos empregados, o retorno de todos os que vierem a integrar o lay-off está garantido e ainda por mais um período após o retorno”, diz trecho.

Segundo ele, se a proposta não for aprovada pelo sindicato, a empresa terá que realizar adequações e ajustes em sua mão de obra. Araújo ressalta ainda que este é o momento do trabalhador “demonstrar sua sensatez e sua vontade de ver este complexo continuar operando de forma mais equilibrada”, finaliza.

Lay-off
Na sexta-feira (8), a direção da empresa e o sindicato se reuniram para discutir a implantação do lay-off, que terminou sem acordo. Segundo a empresa, o sindicato seria notificado com a proposta oficial até o final desta semana.

O sindicato ainda não foi notificado, mas afirma que a suspensão dos contratos não entra na discussão. “Nós queremos uma nova fábrica na cidade e a geração de novos empregos. O lay-off trata-se de uma outra questão”, explica Macapá.

Investimentos
A General Motors vai investir R$ 6,5 bilhões em novos produtos, tecnologias e manutenção das instalações da montadora no Brasil nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (14) pela CEO, Mary Teresa Barra, após reunião com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. O destino dos recursos não foi divulgado.

Diante do anúncio, o Sindicato dos Metalúrgicos quer agendar uma reunião com os representantes da GM para cobrar da empresa um acordo firmado em julho de 2013 que garantia a São José dos Campos R$ 2,5 milhões em investimentos para a produção de um novo modelo de veículo até 2017 com geração de 2.500 empregos.

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