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Viés negativo marca pregão do Ibovespa, que realiza lucros; varejo limita recuo

Os primeiros minutos de negócios na B3 são marcados pelo índice Bovespa em queda e tentando defender os 130 mil pontos da abertura. Sem fatores firmes que motivem uma alta, o Ibovespa renovou uma série de mínimas há pouco, voltando a testar os 129 mil pontos, depois de ter alcançado máxima intraday aos 130.776,32 pontos.

A baixa seguiu a piora em Nova York. Por ora, há venda de investidor estrangeiro na B3, observa um operador, ressaltando ainda que o recuo do Ibovespa deve-se a uma realização de lucros. "Podem usar como justificativa a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial pelo governo, mas a Bolsa está esticada, assim como algumas ações", avalia, ao referir-se, por exemplo, aos papéis do setor financeiro que hoje cedem. Além disso, ele destaca a queda de 0,53% das ações da Vale, mesmo com a alta do dólar (0,59%, a R$ 5,066) e a valorização do minério de ferro de 3,5% no porto chinês de Qingdao.

Conforme o economista-chefe do BV, Roberto Padovani, há uma cautela elevada no exterior e os mercados sem direção definida, fatores que podem provocar volatilidade internamente. "A agenda econômica de indicadores está leve e os dados não são conclusivos", observa em análise matinal a clientes e à imprensa. Enquanto a maioria das bolsas americanas cai, as europeias sobem.

Contudo, algumas notícias corporativas e as vendas do varejo no Brasil limitam a queda do Ibovespa. Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou as vendas varejistas de abril, que tiveram resultados melhores do que o esperado pelo mercado. Somado a isso, as ações do setor podem reagir positivamente à intenção do governo de prorrogar o auxílio emergencial por mais dois meses, segundo apurou o Estadão/Broadcast, a fim de impulsionar a economia.

Apesar de temores fiscais que estão ativos, a possibilidade de prorrogação do benefício pode reforçar a expectativa de um crescimento econômico ainda maior. "O mercado pode olhar o copo meio cheio. O governo ainda não definiu como ficará o Bolsa Família e, com certeza isso custará caro. Ainda temos um fiscal problemático e sem solução", alerta André Machado, sócio fundador do Projeto Os 10%, escola de traders.

Ainda assim, depois de superar os 131 mil pontos, o Ibovespa passar por uma realização de lucros é salutar, observa. "Por conta dessas altas consecutivas, acredito em uma correção, o que seria até saudável para ir além. Se romper os 131.200 mil pontos ontem máxima foi aos 131190.30 pontos, pode ir em busca do próximo objetivo, que são os 134.225 pontos", diz.

Ontem, o índice da Bovespa chegou a ultrapassar os 131 mil pontos, mas fechou aos 130.776,27 pontos (alta de 0,50%). Às 11h09, cedia 0,44%, aos 130.200,76 pontos, após mínima aos 129.941,31 pontos.

Outra informação que tende a movimentar as ações de consumo é a de que a Iguatemi e sua controladora Jereissati Participações anunciarem uma reorganização societária, que prevê a incorporação da Iguatemi pela Jeressaiti. As ações da Iguatemi cediam 2,64% no horário citado acima.

As ações ON de CVC lideram as maiores altas (7,57%) do Ibovespa. A empresa prepara uma oferta de ações com potencial para levantar entre R$ 400 milhões a R$ 500 milhões, sendo a última etapa de uma capitalização de R$ 1,1 bilhão que teve início no ano passado.

Já a JBS firmou acordo para adquirir 100% da Rivalea Holdings Pty Ltd e 100% da Oxdale Dairy Enterprise Pty Ltd (em conjunto, Rivalea), pertencentes à empresa de alimentos QAF Limited, listada em Cingapura. Os papéis da JBS caiam 0,44%.

Apesar de relatos de que a Petrobras estaria em conversas com bancos para assessorá-la em uma eventual venda de sua participação na Braskem, a petrolífera afirmou hoje que ainda não há qualquer definição ou decisão sobre o modelo da venda da Braskem. Os papéis dessa última caíam 1,16%, enquanto os da Petrobras cediam entre 0,60% (PN) e 0,45% (ON), seguindo o declínio do petróleo no exterior.

As ações ON de CVC lideram as maiores altas do Ibovespa, com ganho de 5,32%, após a informação de que a empresa prepara uma oferta de ações com potencial para levantar entre R$ 400 milhões a R$ 500 milhões, sendo a última etapa de uma capitalização de R$ 1,1 bilhão que teve início no ano passado.

"Com a oferta, que ainda não foi definida se será aberta ao público ou restrita, deve tornar a CVC, que vem reduzindo a sua alavancagem, quase caixa líquido. Vemos a notícia com bons olhos, pois acreditamos que a empresa esteja bem posicionada para aproveitar a reabertura da economia, e ainda poderá fazer futuras aquisições em um ambiente propicio para consolidações", afirmou Luis Sales, analista da Guide Investimentos. Há pouco, o Ibovespa caía 0,16%, aos 130.564 pontos.

Em tempo: no dia 4, houve a entrada de R$ 2,117 bilhões na Bolsa, elevando o fluxo positivo a a R$ 6,042 bilhões em maio e a R$ 37,422 bilhões em 2021, conforme fontes.

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