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Metanol é uma substância química altamente tóxica, dotada de uma capacidade de gerar riscos a vida. Em exames detalhados, pareceres técnicos, a palavra de especialistas brasileiros e estrangeiros na área de saúde pública e apoio técnico-jurídico, resolveu um Juiz Federal com base nos sólidos argumentos técnicos de resguardo da saúde pública, indicando inclusive o Relatório de Impacto no Meio Ambiente – Rima produzido pela Universidade de São Paulo – USP, resolveu liberar o uso do álcool metílico, em face a uma ofensa à ordem, à segurança e à economia pública, alegando que: “o uso do metanol misturado ao álcool e à gasolina, em proporção e prazo considerados toleráveis por órgãos idôneos encarregados do controle e fiscalização ambientais, não ameaça de grave risco a saúde pública, desde que observadas as recomendações científicas expedidas a respeito”.

Percentual obrigatório de etanol anidro combustível na gasolina comum é de 27%

O metanol, álcool da madeira, deriva da destilação seca de madeiras ou pela reação do  GN-gás natural. Este processamento consiste em uma redução catalítica do monóxido de carbono CO, operado à temperatura aproximada de 300 °C e pressões entre 200 a 300 atm. É utilizado como catalisador no processo uma composição de óxidos metálicos como óxido de cromo (Cr2O3) e óxido de zinco (ZnO), considerados nocivos à saúde, como: efeito tóxico no sistema nervoso, particularmente no nervo óptico; dor de cabeça; náusea; vômito; cegueira; coma e óbito.

O etanol (álcool etílico), derivado da cana de açúcar e do milho, produto de origem vegetal, tem grande disponibilidade no país. Tem uma gama de aplicações e serve como base para o álcool combustível disponível nas bombas dos postos de abastecimento no Brasil. O etanol é menos tóxico do que o metanol, sendo considerado como ambientalmente correto, com um agravante aos consumidores:

“Quem opera seus veículos com etanol tem um consumo maior em cerca de 40 %, além do desgaste maior das partes dos motores”. Hoje há uma combinação de fatores como: a preocupação com o meio ambiente e a futura escassez de combustíveis fósseis. Isso tem levado a um interesse muito grande pelo uso do etanol. 

Desde 16 de março de 2015, o percentual obrigatório de etanol anidro combustível na gasolina comum é de 27%, conforme Portaria Nº 75, de 5 de março de 2015, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Resolução Nº 1, de 4 de março de 2015, do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (CIMA).

Após esta data, o etanol, sendo utilizado na sua forma hidratada (teor alcoólico mínimo de 96 %) e na sua forma anidra (teor alcoólico mínimo de 99,3 %) em mistura na gasolina A, formando a gasolina C, com teor alcoólico de 27 %. Atualmente o etanol combustível vem sendo adulterado de forma fraudulenta com metanol, que além de tóxico, não é regulamentado. A adulteração tem como vantagens econômicas.

Os indivíduos acham que o etanol e o metanol são iguais, e que podem ser adicionados à gasolina. Essa mistura química irregular tende a prejudicar o consumidor e a máquina. A gasolina é um combustível constituído basicamente por hidrocarbonetos (compostos químicos constituídos por átomos de carbono e hidrogênio) e, em menor quantidade, por produtos oxigenados derivados do petróleo. A gasolina também pode conter compostos de S (enxofre) e N (nitrogênio).

Executem a manutenção recomendada pelos fabricantes, devendo sempre ficar atentos a alguns sintomas como: Dificuldade de partida, Umidade no óleo do motor ou Cheiro forte no escapamento. Esses cuidados básicos podem evitar posteriormente uma pane do motor.