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Quase metade das empresas familiares no mundo não têm plano de sucessão

Os riscos para o negócio aumentam exponencialmente quando não existe plano de sucessão e modernização da gestão

Frank Kijo (Arquivo Pessoal)

Escrito por Frank Koji Migiyama

17 DEZ 2020 - 15H24 (Atualizada em 17 DEZ 2020 - 15H56)

Divulgação sucessão empresarial (Divulgação)

Preparar o momento da passagem de comando da empresa é tão importante quanto à definição dos sucessores. Segundo pesquisa global da PwC (Price Water House Cooper) de 2018, 44% das empresas familiares no mundo não têm plano de sucessão. Esse dado, segundo especialistas, reflete a consciência de longevidade do negócio e sem essa preparação empresas correm riscos de perderem o rumo dos negócios.

Das que se planejam, apenas 12% chegam a terceira geração. Em outra pesquisa realizada pela PwC e IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), no ano passado, o número é ainda maior. Das 279 empresas brasileiras que participaram da pesquisa, 72,4% afirmaram não terem um plano de sucessão para cargos-chaves. Os dados nos dão uma visão interessante das oportunidades de melhoria e desafios que as empresas familiares enfrentam a cada geração.

Como temos observado, o dinamismo dos negócios aliado às evoluções, inovações “techs” e mudanças comportamentais da sociedade, são variáveis cruciais a serem monitoradas na atualidade. E devem fazer parte do contexto de análise e estratégia quando abordamos implementação da governança corporativa e principalmente sucessão.

O impacto da sucessão é menor em empresas que já têm uma estrutura organizacional bem formada. O desejo de fazer parte dos negócios da família é o primeiro passo. Na maioria das empresas familiares, os herdeiros têm contato ainda cedo com a empresa.

Negócios familiares quando são passados por herança podem gerar conflitos, uma vez que os herdeiros não tiveram a oportunidade de se escolherem mutuamente ou nem terem tido contato antes com o negócio. Já nas empresas onde há um alinhamento prévio e uma vontade em dar continuidade, a sucessão pode ser mais eficiente. A não atuação dos herdeiros em alguns momentos pode ser um limitador nas tomadas de decisões nos negócios, por não acompanharem dia a dia da empresa. Torna-se um ponto negativo a não atuação dos herdeiros diretamente nos negócios, sendo necessário um trabalho mais lento o esclarecimento e convencimento de todos. As intervenções dos familiares, por não atuarem diretamente nos negócios, acabam tomando um tempo maior para as tomadas de decisões. Por medida de cautela, tendem a não aceitar algumas situações de imediato.

A pesquisa também revela um dado positivo entre os brasileiros. As famílias têm boas perspectivas para o futuro de suas empresas, sendo que 69,2% afirmam ter intenção de expandir o negócio atual. Somente 6,8% pensam em sair do negócio e 4,3% em diminuir a participação da família. Uma postura positiva é a necessidade de realizar o planejamento sucessório, colocando em prática o mais breve possível. É fundamental existir uma unidade ou consenso de interesses entre os herdeiros.

Quando a FKConsulting.PRO desenvolve trabalho dentro das empresas familiares, o grande foco é aumentar a rentabilidade dos negócios e estruturar junto com a gestão, processos robustos de estratégia e principalmente sua execução. Em alguns casos, este trabalho de melhoria, reestruturação e governança corporativa, acontece em um ambiente de estresse financeiro e operacional, exigindo de todos maiores empenhos para vencer os desafios correntes e futuros. Desafios estes como explicado acima, que é a execução do plano de sucessão para manter a perenidade saudável dos negócios e legado da família empreendedora.

Escrito por
Frank Kijo (Arquivo Pessoal)
Frank Koji Migiyama

Master Business Administration pela FGV. Engenheiro formado pelo IME - Instituto Militar de Engenharia. Possui certificações em Master Black Belt em Lean Six Sigma, Kaizen Specialist Japan. Conselheiro de administração pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

Experiência de mais de 23 anos ocupando cargos de nível C (CEO/COO/CFO) nos setores industrial, varejo, aeronáutico, agronegócio, transporte, energia, terceiro setor e de consultoria. Professor convidado no programa LLM da CEU LAW - IESE SP.

Atuação em diversas empresas nacionais e multinacionais.

Atualmente é sócio fundador da empresa de consultoria empresarial FKConsulting.PRO, especializada em Turnaround, Reestruturação, Recuperação Judicial, Gestão Interina, Gestão Judicial, M&A, IPO e Inovação.

frank@fkconsulting.pro | www.fkconsulting.pro

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