Por Meon Em Blog e Colunas Atualizada em 08 ABR 2021 - 16H41

Vale Ressaltar #12 – Adriana Marques

“Em meio a tantas notícias tristes e a situação de isolamento, a arte nos salva e alimenta nossa alma para seguir em frente”, diz a artista

Acervo Pessoal
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Natural de Campinas, Adriana Marques iniciou sua trajetória artística em 1985 quando participou de um workshop com Ilo Krugli do Grupo Ventoforte em que se decidiu pelo teatro como ofício e assim, começou seus estudos e práticas, desenvolvendo pesquisas e treinamentos com importantes grupos de dentro e fora da cidade. Nessa mesma época, participou de espetáculos como: “Palhaços Faxineiros”, “Capa-verde e o Natal” de Osman Lins, “In The Blackboard” com direção de Marcelo Campos da adaptação da peça “Aurora da Minha Vida” de Naum Alves de Sousa, “A Vida é Sonho”, de Pedro Calderón de la Barca, “O Homem do Princípio ao Fim” de Millor Fernandes, entre outros.

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Foi em 2002 que Adriana se mudou para São José dos Campos e ingressou na Cia Teatro da Cidade e fundou o Teatro D’Aldeia. Na Cia de Teatro da Cidade a atriz participou dos espetáculos: “As Serpentes que Roubaram a Noite” (2001), “Maria Peregrina” (2003 a 2011), “Toda Nudez Será Castigada” (2007 a 2013), “Um Dia Ouvi a Lua” (2010 a 2015), e “Almas Abaixo de Zero” (2012/2015). Além da sua participação nos grupos, Adriana não deixou de continuar com sua pesquisa individual, principalmente no quesito “presença cênica”. Um dos seus principais cursos foi com o grupo dinamarquês “Odin Teatret”, em 2013. Também participou de uma imersão no trabalho do qual Eugenio Barba (diretor do grupo) chama de “Antropologia Teatral”. A partir disso, o treinamento passou a fazer parte constante de sua vida artística.

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Quando perguntei para Adriana a importância da arte durante a pandemia, ela me respondeu que a arte é o respiro. “Em meio a tantas notícias tristes e a situação de isolamento, a arte nos salva e alimenta nossa alma para seguir em frente.” E sobre o que a artista espera para quando tudo isso acabar, ela responde: “Espero poder voltar ao trabalho presencial, poder ver de perto olhares brilhantes após as apresentações. Espero poder encontrar minha família e as pessoas que eu amo! Poder consumir muita arte presencialmente: ir a espetáculos de todos os gêneros possíveis! Acho que vou ter uma overdose de arte presencial! Estou até sonhando com isso, mas, de verdade, espero também que com tudo isso, possamos refletir muito sobre nossas escolhas políticas, pois num momento como esse, me sinto completamente insegura. Enquanto em outros países a grande maioria já está vacinada, por aqui estamos perdendo mais e mais pessoas. Que esse momento sirva de reflexão para todos nós.”

#ValeRessaltar Adriana Marques que, seja com sua palhaça Panqueca ou não, consegue nos arrancar sorrisos e, com sua força e ternura, sempre nos presenteia com trabalhos incríveis e impecáveis.

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