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Com discursos negando ação eleitoreira, Câmara de SP aprova renda básica às vésperas da eleição

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segunda votação nesta quinta-feira (22) o projeto que cria a Renda Básica Emergencial, medida que até o início da semana era chamada de eleitoreira por opositores do prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), que avalizou a proposta.

Durante a sessão, tanto vereadores da base do governo quanto da oposição fizeram discursos para afastar a pecha de eleitoreira e oportunista que dominou as falas na discussão de terça-feira (20), quando o projeto entrou em pauta.

A aprovação, por 45 votos favoráveis e 2 contrários, é resultado de uma dobradinha proposta por Covas ao vereador Eduardo Suplicy (PT), defensor histórico da causa da renda mínima. Suplicy ficou irritado com o texto que o governo queria votar, mas apresentou uma emenda com alterações na votação desta quinta, que foi acolhida pelos pares.

Pela versão aprovada, famílias cadastradas no Bolsa Família e trabalhadores ambulantes receberão um valor mensal de R$ 100 por integrante do grupo familiar durante três meses (outubro, novembro e dezembro).

O benefício teve como justificativa o momento de crise econômica provocado pela pandemia. A previsão é atender 1,3 milhão de pessoas. O texto irá agora à sanção do prefeito.

Na esfera eleitoral, a proposta é considerada uma resposta à principal bandeira de campanha do candidato Celso Russomanno (Republicanos), que promete criar o "auxílio paulistano", um complemento local do futuro programa federal Renda Cidadã.

Líder do governo na Câmara, Fabio Riva (PSDB) foi um dos que buscaram evitar a associação do projeto com a corrida à prefeitura. "Não podemos deixar as pessoas reduzirem esse projeto a uma questão eleitoral", afirmou.

Outros vereadores, inclusive do PT, baixaram o tom em relação ao pano de fundo eleitoral, disseram se tratar de uma "questão humanitária" e elogiaram o Legislativo pelo que chamaram de "união suprapartidária" e "esforço coletivo".

Apesar de votar contrariamente, o vereador Fernando Holiday (Patriota) elogiou Suplicy e sua bandeira. "Posso lhe dizer que sou muito grato por aquela verdadeira aula que tive em seu gabinete sobre a renda básica", disse.

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