Prefeito de São José destacou ajuste fiscal promovido nos primeiros 100 dias de governo
Arquivo/Meon
O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), acredita que a cidade teve avanços importantes nos primeiros 100 dias de seu governo, completados nesta segunda-feira (10).
Em entrevista ao Meon, ele destacou o ajuste fiscal promovido neste início de mandato, além de ações nas áreas de Saúde (como a implantação da UBS Resolve e a volta das internações na Santa Casa), Segurança (com a aprovação, pela Câmara, da volta Atividade Delegada), Educação (nova licitação do kit escolar e volta do ensino integral) e Mobilidade Urbana (revisão dos corredores exclusivos de ônibus). Mas reconheceu, porém, que “ainda há muito por fazer”.
“Fazendo uma analogia, acho que estamos no veículo certo, já trilhamos parte da estrada, mas ainda temos um longo caminho pela frente”, afirmou.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista:
Qual a avaliação do senhor sobre estes primeiros 100 dias de governo?
Foram 100 dias intensos. Costumo brincar que parece que já passou um ano. Muito trabalho. Nós fizemos a lição de casa, ajustando a cidade. Fizemos a reforma administrativa que, talvez, a população ainda não consiga enxergar a importância dela. Uma reforma que não era feita havia 30 anos. A gente enxugou secretarias para economizar recursos mas, mais do que isso, para poder agilizar os serviços para a população. Então, arrumamos a casa nessa questão gerencial e administrativa.
Tivemos avanços importantes na área da Saúde. A implantação da primeira UBS Resolve. Agora, no mês de abril, [teremos] mais cinco. A volta da parceria com a Santa Casa depois de 10 anos para as internações. Conseguimos retomar isso, em convênio com o governo do Estado. Sem precisar construir nada, apenas partilhando recursos.
Antes, era só a parte de dermatologia. Agora, ela faz internações clínicas de pacientes encaminhadas pelo nosso Hospital Municipal. Em vez de [o paciente] ficar na espera do hospital, você consegue transferir para a Santa Casa e ela faz o atendimento. Isso sem custo para o município, porque a gente conseguiu junto com o governo do Estado. Nós entramos na rede da Santa Casa. Antes, São José não podia mandar pacientes para lá. Conseguimos abrir essa porta e vamos ampliar nossa parceria em outras áreas [do hospital].
Nós recebemos a cidade sem exames de sangue, o Próvisão fechado. A gente conseguiu retomar serviços básicos de atenção à saúde que estavam interrompidos, renegociando e passando credibilidade. Tem muito por fazer ainda, a Saúde precisa de atenção todo dia.
Zeramos a fila de ultrassom obstétrico. Agora, a fila de exames de checagem de deficiência auditiva. Estamos trabalhando em cada fila da Saúde com responsabilidade, porque não adianta você zerar a fila e não atender a demanda do mês. Então, quando a gente faz um trabalho para zerar a fila, a gente faz com a garantia de que ela não vai se represar de novo. A gente ainda tem, por exemplo, uma grande fila de exames de endoscopia, que nós vamos também trabalhar, mas avançamos.
Na Educação, houve um início movimentado com a compra do kit escolar.
Conseguimos fazer uma nova licitação para a compra dos materiais escolares, com economia. Entregamos grande parte, 90%, dentro do prazo. Os 10% restantes não atrapalharam as crianças do ponto de vista didático. Em 10 dias, a gente entregou o que faltava.
Tivemos um problema para resolver também com os novos conjuntos habitacionais que foram entregues, como o Pinheirinho dos Palmares, que não tinham infraestrutura de escolas adequadas. Tivemos que correr no início do ano para poder oferecer escola e creche a essas crianças que mudaram de bairro. Agora temos o Limoeiro, que será entregue no meio do ano, mas já estamos nos preparando para isso.
Também avançamos bastante com a volta do ensino integral, as Efets, agora com um outro viés, e o empreendedorismo nas escolas, que já implantamos.
E na área de Segurança, quais foram os desafios?
Encaminhamos a lei da Atividade Delegada à Câmara e uma outra, inédita, para que a própria Guarda possa prestar serviços em seus horários de folga. Fizemos o ‘São José Unida’. Pela primeira vez, unimos as forças de segurança da cidade para traçar iniciativas de trabalho. Interligamos a DIG às câmeras do COI para facilitar o trabalho de investigação. Também fizemos algumas ações conjuntas em relação ao fluxo, mas agora, com a Atividade Delegada, que fizemos o primeiro passo, ainda não está implantada, nós vamos avançar ainda mais. Serão 40 homens a serviço da prefeitura, de acordo com o nosso plano de trabalho. Estamos bastante animados com esse reforço do policiamento, isso será importante para a cidade.
Uma questão que sempre aparece entre os principais problemas da cidade é o trânsito. O que é possível fazer?
Na parte de Mobilidade Urbana, em tempo recorde reabrimos o acesso do viaduto Santa Inês à via Dutra e revimos a faixa exclusivas de ônibus da avenida dos Astronautas, que atrapalhava bastante a população. Refizemos outras faixas, deixando como faixa exclusiva apenas no horário de pico, e tem funcionado bem. Agora, por fim, a rotatória da Anhanguera, na Estrada Velha. Entregamos esse benefício. São obras que não tiveram custo grande, mas fizeram diferença na vida das pessoas. Tudo isso além das ondas verdes nas principais avenidas, que estamos ampliando cada vez mais para facilitar o fluxo de veículos.
No transporte público, acabamos de fazer todo o realinhamento das linhas na região do Putim. Hoje é o primeiro dia útil dessa medida, estive lá às 7h. Está indo muito bem.
Uma das características desse seu início de mandato é a presença nas redes sociais, sempre com vídeos. Pretende manter isso até o fim do mandato?
Nós temos que, cada vez mais, aproximar o homem público da população. Hoje, eu exerço um cargo público e sou exatamente igual a todos os outros aqui da cidade. Agora, tenho uma responsabilidade, que é liderar uma equipe e representar a cidade. É uma missão que me foi dada. Mas, na verdade, não difiro em nada dos outros moradores de São José. A rede social é mais uma ferramenta para ter essa aproximação. Tem sido muito bacana, porque faço questão de responder pessoalmente em muitos casos. Quando não sou eu, tem uma pessoa que me ajuda e a gente deixa isso claro, assinando ‘Equipe Felicio’.
É óbvio, não tenho tempo de responder tudo, mas dou sempre uma olhada. Procuro fazer com espontaneidade. Ali é exatamente como sou no dia a dia, não tem nenhum tipo de maquiagem. É ao vivo, na hora. Tenho ganho muito, do ponto de vista administrativo, com as respostas da população, as críticas e sugestões. Conversar com as pessoas, estar próximo, olhar no olho, e também interagir na rede social, tudo isso faz diferença.
O senhor não tem medo dessa exposição?
Não. Aliás, esse é um ponto importante. Tenho dado, inclusive, notícias ruins também através das redes sociais, apesar dos assessores reprovarem. Faz parte do dia a dia. Temos notícias boas e outras que não são, como a questão da Orquestra Sinfônica [que teve o contrato com a administração rompido], as enchentes que estavam acontecendo na cidade... Muita gente nem sabia que elas estavam acontecendo, e eu estava ali, falando de algo que não era agradável. Essa é a gestão aberta, e vou continuar fazendo. Venho tendo bom resultado com isso.
Aconteceu um caso, e vou contar a você. Fui à Johnson, visitar a diretoria da fábrica. Mas antes, talvez um mês antes, uma moça me perguntou nas redes sociais sobre atendimento na UBS, linhas de ônibus, e eu respondi, umas duas ou três vezes.
Pois bem, quando fui à Johnson, conheci a diretoria toda da fábrica. À noite, recebo uma mensagem daquela pessoa que conversava comigo pela rede social, dizendo o seguinte: “Prefeito, minha patroa te conheceu hoje e gostou muito de você”. Ela era doméstica e trabalhava na casa de uma diretora da Johnson. Esse contato é muito importante.
O que a cidade pode esperar daqui para frente?
Fazendo uma analogia, acho que estamos no veículo certo, já trilhamos parte da estrada, mas ainda temos um longo caminho pela frente. Estamos com combustível. A equipe está muito motivada, e tenho certeza que estamos na direção certa. Agora é continuar o trabalho. Temos ainda muito por fazer, mas acredito que nesses 100 dias conseguimos arrumar a casa e preparar o caminho para os ganhos que a cidade vai ter. Vamos, junto com a cidade, construir a São José dos nossos sonhos.
Felicio discursa como anfitrião da reunião de prefeitos da RMVale
Pedro Ivo Prates/Meon
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