Por Tamires Vichi Em RMVale Atualizada em 30 JUL 2020 - 12H28

Ortiz se desculpa com população e adia avanço para fase amarela

Taubaté registra aumento expressivo de coronavírus e chega a 77% em ocupação de leitos



O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), usou suas redes sociais para pedir desculpas à população do município, por ter que adiar a flexibilização do comércio na cidade. Durante sua declaração esclareceu o motivo do adiamento:

“Na semana passada, quando os prefeitos da região tomaram essa decisão, os dados da pandemia em Taubaté eram bem diferentes. As coisas estavam sob controle, pois nos 15 dias anteriores nós ficamos abaixo de 60% de ocupação de UTI. Os números nos permitiam avançar. Mas nos últimos dias a ocupação de leitos aumentou e nós chegamos a 77%, o que nos preocupou muito. Aí não dá pra vacilar, é hora de apertar o freio e não o acelerador”.

Durante sua fala, Ortiz fez referência à decisão dos prefeitos da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), de contestarem a decisão do Governo do Estado de São Paulo em manter a região na fase laranja do Plano SP, o argumento era de que falha no e-sus estaria registrando casos a mais do vírus, impedindo que RMVale avançasse para fase amarela.

Prefeituras de São José dos Campos e Taubaté decidiram, então, sem a autorização do Governo Estadual, decretar as respectivas cidades na fase amarela, estágio do Plano SP que autoriza a reabertura de estabelecimentos como salões de beleza, academias, bares e restaurantes, incluindo praças de alimentação de shoppings.

No entanto, nesta quarta-feira (29), Ortiz decidiu suspender o decreto 14.775 do dia 24 de julho, sobre reabertura de setores do comércio, quando a cidade passou a notificar o aumento de coronavírus, mudando de cenário.

De acordo com o boletim da Vigilância Epidemiológica, Taubaté registrava no dia 24 de julho, 1.398 casos confirmados, 39 mortes e 57,1% de taxa de ocupação de leitos de UTI. Já nesta semana, a ocupação de leitos de UTI subiu para 77,1%. Taubaté notifica, agora, 1.761 casos e 53 mortes.

Ortiz ainda citou que tem conhecimento da situação econômica de parcela da população que está sobrevivendo com auxílio emergencial, mas que o essencial para a Prefeitura, neste momento, é preservar vidas e continuar com adaptação de rotina até a vacina chegar.

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