Por Meon Em RMVale

Servidor e mais dois são presos acusados de criar esquema de fraudes no INSS em São José nesta segunda

O grupo é acusado de criar benefícios falsos e dividir o dinheiro entre eles

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O servidor do INSS seria responsável por lançar benefícios falsos no sistema

SamuelStrazzer/Meon

Três pessoas, incluindo um servidor do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) de São José dos Campos, foram presas preventivamente nesta segunda-feira (5) em uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de fraude previdenciária. Além das prisões, pelo menos outras 27 pessoas teriam colaborado com a ação fornecendo dados pessoais próprios ou de terceiros e também serão investigadas. Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em São José, Caraguatatuba e Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, as investigações da operação nomeada de ‘Double Life’ teve início em junho deste ano quando um idoso foi detido após tentar sacar valores de aposentadoria com documento falso em São José.

A princípio, a polícia buscava pessoas ligadas aquele crime pontual, mas descobriram um esquema organizado para fraudar benefícios previdenciários de outras espécies como aposentadorias, auxílio doença e salário maternidade. Foi descoberto durante as investigações que o esquema teria o auxilio direto de um servidor público da agência do INSS de São José.

Primeiro o grupo recrutava pessoas para adquirirem dados pessoais próprios ou de terceiros. Na segunda etapa, o servidor que estaria envolvido seria responsável por liberar benefícios previdenciários falsos em nome dessas pessoas aliciadas.

No sistema do INSS, o servidor público teria gerado direito a valores de benefícios atrasados que resultava em grandes quantias. Por ultimo, a quadrilha mandava pessoas fazerem o saque do dinheiro com cartão magnético nos bancos. Com o valor em mãos, os criminosos dividiam o dinheiro entre si.

Segundo a PF, os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e inserção de dados falsos em sistema de informações e podem ser condenados a 25 anos de prisão.

O Meon entrou em contado com o INSS que não se posicionou até a publicação desta reportagem às 18h42.

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