Por Da redação Em RMVale Atualizada em 11 AGO 2020 - 17H57

Vereador de Caraguatatuba preso em operação deve responder por envolvimento com organização criminosa

Durante a ação, 36 pessoas foram presas e outras 11 estão foragidas

Divulgação/MP
Divulgação/MP


O vereador de Caraguatatuba, Flavio Nishiyama (PTB), foi preso durante a Operação Código de Ética, realizada na manhã desta terça-feira (11), pelo Ministério Público, Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Civil no Litoral Norte.

Durante coletiva, o delegado da Polícia Federal, Gilberto Castro, informou que o vereador vai responder por organização criminosa e outros crimes. A pena pode ser de três a oito anos. Ele está preso no CDP de São Sebastião e deve ser transferido para Taubaté nesta quarta-feira (12).

Renato Queiroz, promotor de justiça do MP, disse que Nishiyama não usava do cargo público para facilitar o tráfico de drogas no litoral, mas atuava como advogado, sendo membro da organização criminosa, responsável pela defesa dos traficantes presos. Outros dois advogados que atuavam com ele também foram detidos.

Representantes do vereador foram procurados para comentar sobre o caso, mas até o momento, não se pronunciaram.

A Câmara de Caraguatatuba informou em nota que "diante dos fatos noticiados que envolvem a vida privativa do vereador Flavio Rodrigues Nishiyama Filho, a Câmara Municipal de Caraguatatuba informa que aguardará o desenrolar das apurações e que irá colaborar quando solicitado pelas autoridades policiais". O Poder Legislativo ainda informou que "o fato isolado não compete à função legislativa do parlamentar".

Operação

A força-tarefa, composta por mais de 250 agentes conjuntos do Ministério Público, Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Civil conseguiram prender 36 pessoas, outras 11 pessoas estão foragidas. Um homem morreu durante a ação, em uma troca de tiros com a polícia em São Sebastião.

Ao todo eram 64 mandados de busca e apreensão e 48 de prisão, para serem cumpridos em Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba, Taubaté e Campinas. “As investigações irão prosseguir com as provas que obtemos hoje”, disse o delegado da PF.

O balanço de apreensão está sendo contabilizado pela Polícia Civil, PM e Polícia Federal. As autoridades informaram que diversos pontos de drogas e armazenamentos foram desfeitos. “Foi presa a liderança, responsável pelo envio e reabastecimento de toda droga do litoral, integrante do PCC”, disse Castro.

O Ministério Público ainda reforçou que a quadrilha tinha ligação com a tráfico internacional. As drogas vinham da Colômbia para Campinas e depois eram enviadas ao Litoral Norte. "Essas drogas visam abastecer não apenas as pessoas que residem aqui, mas como todo o turismo".

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