Jair Bolsonaro presta homenagem a policial durante enterro em Lorena (Reprodução/Grupo Ocorrência 24 horas)

Jair Bolsonaro participa de velório e enterro de policial militar em Lorena

Reprodução/Grupo Ocorrência 24 horas

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), pré-candidato à presidência da República, marcou presença no velório e enterro do policial militar Leonardo Assunção, em Lorena, na manhã desta sexta-feira (12). Outros representantes dos órgãos de segurança, como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Exército Brasileiro, também estiveram presentes e prestaram homenagem ao soldado do 3º Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar).

As homenagens começaram desde a saída do corpo de São José dos Campos, na noite de quinta-feira (11), quando viaturas realizaram um cortejo em escolta até a cidade de Lorena. (Veja vídeo abaixo).

Durante toda a madrugada, familiares, amigos e colegas de serviço estiveram presentes realizando orações, homenagens e relembrando os momentos de bravura e felicidade ao lado de Assunção.

Um áudio emocionado e de agradecimento do pai, Capitão do Exército Brasileiro, comoveu milhares de pessoas que seguem compartilhando pelas redes sociais. (Leia mais neste link)

O corpo de Leonardo foi levado até o Cemitério Municipal no caminhão do Corpo de Bombeiros, sendo acompanhando por um novo cortejo com dezenas de veículos. Veja abaixo o momento registrado:

O pré-candidato às eleições para presidente, Jair Bolsonaro, é militar da reserva, ex-capitão do 9º Grupo de Artilharia de Campanha e 8º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista, se mobilizou até a região para oferecer as condolências ao colega Capitão Leonardo, pai da vítima, e aos familiares.

“Esse fato marcante de agora ele serve para uma coisa. Para cada um de nós humanos, se colocar no lugar do pai ou da mãe. Mas como homem e pai que sou, peço que os homens se coloquem no lugar do pai. É um momento, que nós pedimos a Deus, para que nós não passemos por essa situação do Capitão Leonardo, meu colega de farda. Esse é o sentimento da vida, eu já vi em Brasília, homem poderosíssimo chorar ao lado do caixão do seu filho, independente do seu passado. Antonio Carlos Magalhães, quando perdeu seu filho em 1998, ele só disse uma coisa: ‘Deus, porque ele e não eu’. Esse é o sentimento de todos os pais e dessa forma que eu comprimento e peço a Deus que conforte a família do soldado Assunção”, disse o deputado federal durante um entrevista a rádio Mix FM Vale, na manhã desta sexta.

Bolsonaro ainda esteve em um encontro com simpatizantes na noite de quinta-feira (11), em São José dos Campos, e também comentou sobre a morte do policial militar, apontando a culpa para as leis e aos direitos humanos.

“Esse colega morreu, com toda certeza, porque não quis atirar. Porque se atirar, acerta mais dois tiros em um vagabundo e é acusado por excesso. Vai que esse vagabundo não tenha nenhuma passagem pela polícia ou atira de uma arma de calibre mais grosso que o marginal, será condenado por uso moderado da força. Nós temos que dar na lei o excludente de ilicitude (não haverá crime), para ele atirar, matar, responder e não ser punido. Porque eu posso estar armado aqui e vocês não podem estar aí? qual a diferença da minha vida, para a vida de vocês?”, declarou o candidato à presidência.