Por Do Meon Em Cultura

Flim 2016 faz uma viagem literária pelas cidades dos escritores

Autores convidados desvendam como grandes escritores descreveram cidades em suas obras

flim

Escritores vão falar sobre as grandes cidades e seus descritores na Flim 2016

Divulgação

 De todos os jargões e ditados que carregam a literatura como tema, um dos mais comuns diz sobre a possibilidade de se conhecer o mundo por meio das páginas de um livro. Desde cedo, na escola, aprendemos que um texto pode te transportar até para fora deste planeta, mas essa percepção é bastante pessoal, do próprio leitor e também de quem escreveu o texto.

Pensando nas possibilidades dessa conversa, a Flim 2016 recebe os escritores Beatriz Rezende, Guilhermo Saavedra e Mario Francisco Ramos para a mesa “A Cidade das Palavras”, no dia 17 (sábado), às 16h.

A ideia é falar sobre grandes cidades e seus grandes descritores, como o Rio de Janeiro, de Lima Barreto, a Buenos Aires, de Jorge Luis Borges, a São Petersburgo, de Dostoiévski e a São Paulo, de João Antonio. Mas sem deixar de falar da relação íntima entre a literatura e esse “organismo vivo” que chamamos de cidade.

Leia MaisAbertura da Flim 2016 debate o tema da edição

“Acho que a relação entre cidade e literatura é fundamental nos períodos antigo e moderno, porque nesses dois momentos históricos a cultura desenvolveu-se no âmbito urbano (só na Idade Média a literatura refugiu-se nos claustros e bibliotecas dos conventos). Mas sobretudo, com a chegada da burguesia, a cidade transforma-se no espaço privilegiado para o acontecer das ficcões e muitas vezes no assunto mesmo de romances, contos e poemas épicos”, diz Guilherme Saavedra.

As relações entre literatura e experiência urbana tornam-se mais contundentes e radicais na modernidade, quando a cidade transformada pela Revolução Industrial se apresenta como um fenômeno novo dimensionado na metrópole. Essa cidade repleta de pessoas que quem como traço maior a sua cultura deixa de ser apenas cenário para se transformar em protagonista de narrativas.

“Balzac, por exemplo, foi quem fez-me entender mas do que o espaço físico da cidade de Paris o funcionamento dela como organismo social, político e psicológico. A respeito de Buenos Aires, os poemas de Borges, os contos de Cortázar, as letras do tango, romances como Adán Buenosayres de Leopoldo Marechal e La ciudad ausente de Ricard Piglia e as chamadas “água-fortes” de Roberto Arlt permitiram-me compreender o significado profundo de habitar uma cidade, sofrer, desfrutar e sonhar por causa dela”, conta Saavedra.

Se viajar por páginas de livros é um prazer solitário, a Flim 2016 reúne um grupo para uma excursão com essa mesa. Um momento para viajar juntos sem sair do Parque Vicentina Aranha.

 

 

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