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Setembro Amarelo: um mês dedicado à prevenção do suicídio

“Falar é a melhor solução”- campanha que visa conscientizar as pessoas sobre o suicídio, também alertá-las e evitar que isso aconteça

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Escrito por Ana Júlia Almeida dos Santos

20 SET 2021 - 09H14 (Atualizada em 20 SET 2021 - 10H09)

Reprodução: HNSC Setembro amarelo (Reprodução: HNSC)

Estamos no Setembro Amarelo, mas você sabe por que Amarelo? Amarelo é sinal de alerta, atenção, então fiquemos atentos aos que nos cercam. Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. No Brasil, foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida).

O dia 10 de setembro, é oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídiom mas essa campanha acontece também durante todo o ano e tem como objetivo prevenir e reduzir os números de suicídios.

São vários os fatores que levam ao suicídio como: depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtornos mentais relacionados ao uso de álcool e outras substâncias, dinâmica familiar conturbada, ter tentado suicídio antes ou ter familiares que tentaram e/ou se suicidaram, ter ideias e planos de suicídio, perdas recentes e isolamento social.

São registrados mais de 13 mil casos por ano de suicídio no Brasil, já no mundo todo são registrados mais de 1 milhão de casos e os números aumentam cada vez mais. Por volta de 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais.

As taxas de suicídios são mais elevadas em pessoas com doenças crônicas comparadas à população geral sem essas doenças. Por isso é importante saber como e o que fazer para ajudar. Devemos estar alertas as pessoas que vivem ao nosso redor, principalmente nos seguintes sinais:

- Atenção com a fala da pessoa: sente um fardo, sufocada/presa, está passando por uma dor insuportável, que não tem razão para viver e pensa em se matar;

- Seu estado de humor: pessoas que estão considerando o suicídio geralmente apresentam depressão, raiva, falta de interesse, irritabilidade e humilhação;

- O comportamento: fique alerta para ações como o aumento do uso de álcool e drogas, procurar por uma forma de se matar, buscas online por materiais e instruções, ações imprudentes, abandono de atividades, isolamento da família e dos amigos, dormir muito ou muito pouco, visitar ou ligar para conhecidos para se despedir, doar bens valiosos ou até mesmo agressões.

Diante de uma pessoa com risco de suicídio o que se deve fazer:

- Encontrar um momento apropriado e um lugar calmo para falar de suicídio. Deixe-a saber, que você está ali para ouvir;

- Convença a pessoa a procurar por profissionais da saúde e ofereça companhia para um atendimento;

- Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha;

- Se a pessoa com quem você se preocupa vive com você em casa assegure-se de que ela não possa provocar a própria morte em casa;

- Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Entrevista com o Psicólogo Aislan Souza Goulart

Ajude-nos nessa grande luta contra essa terrível realidade.

Ligua 188 - O CVV - Centro de Valorização da Vida, realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

Juntos na campanha do setembro amarelo.

Com supervisão de Yeda Vasconcelos, jornalista do Meon Jovem.





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Ana Júlia Almeida dos Santos

EMEF Profª Conceição Aparecida Magalhães Silva - 5º ano E

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