campos_do_jordao_palacio_boa_vista_gov_sp

O Palácio Boa Vista, em Campos do Jordão, foi inaugurado em 21 de julho de 1964, pelo então governador Adhemar de Barros, para servir de residência de inverno do Governador. Com o passar dos anos, adquiriu outra função: a de museu aberto ao público.

Numa área de quase três mil metros quadrados, dividida em 35 ambientes e 105 cômodos, o Boa Vista abriga um acervo com cerca de duas mil peças, entre mobiliário dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, porcelanas, peças religiosas, prataria, pinturas e esculturas.

Campos do Jordão Wen TV

O projeto original de 1940, do arquiteto polonês Georg Przyrembel (1885-1956), foi alterado e sua fachada atual tem estilo característico dos castelos europeus.

Mas foi somente a partir do governo Abreu Sodré (1964 a 1969) que o Boa Vista passou a receber obras de arte para decoração. A aquisição da coleção, em 1969 e no início da década de 1970, sob o comando do Secretário Luis Arrobas Martins, privilegiou o modernismo brasileiro na pintura e na escultura e o barroco no mobiliário e nas imagens sacras. 

No ano de 1970, a realização de um evento nos moldes do Festival de Mozart, na cidade de Salzburgo, na Áustria, deu origem ao Festival de Inverno de Campos de Jordão.

A partir de 1970, o palácio-museu passa a abrigar obras de arte de grande valor histórico e artístico, especialmente da arte moderna brasileira dos anos de 1910 a 1960, completando todo o percurso do modernismo brasileiro. 

Além disso, seu acervo conta com uma importante coleção de arte sacra do século XVIII e mobiliário artístico brasileiro do século XVII ao XX, exemplares produzidos pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo nos anos de 1960. É o caso, especialmente, do belo trabalho de parquet nos pisos de vários ambientes e dos revestimentos internos das paredes, janelas e portas.

Atualmente, o palácio está aberto ao público para visitas ao acervo permanente e exposições temporárias.